Nº 341 Sardinhas Doces da Nazaré
Folhados · Oeste

Sardinhas Doces da Nazaré

Também conhecido por: Sardinha Doce · Sardinhas Doces

O peixe que a Nazaré transformou em doce.

Origem
Nazaré, Oeste · doçaria de influência conventual das Terras de Cister
Região
Nazaré
Época
Todo o ano
Doçura
Riqueza
Dificuldade

A sardinha doce é um folhado tenro moldado à imagem do peixe que dá fama à Nazaré. Duas folhas de massa, ricas em manteiga e banha, encerram um recheio dourado de doce de ovos perfumado com gila, antes de serem cortadas com carretilha no contorno inconfundível de uma sardinha.

Depois de cozida, a sardinha doce é generosamente rebolada em açúcar em pó, que lhe veste a casca de um branco fosco e fino. Parte-se com um leve estalar da massa, revelando o interior cremoso e amarelo-vivo dos ovos.

Nas pastelarias da vila serve-se à fatia ou à unidade, muitas vezes embrulhada para levar como recordação — um doce que é, ao mesmo tempo, guloseima e símbolo da identidade piscatória nazarena.

Ingredientes
  • Farinha de trigo
  • Manteiga
  • Banha
  • Sal
  • Água
  • Gemas de ovo
  • Açúcar (calda em ponto de espadana)
  • Doce de gila
  • Açúcar em pó
Sabor & textura

A casca é tenra e ligeiramente quebradiça, contrastando com um recheio cremoso e doce de ovos; a gila acrescenta fios translúcidos e uma doçura mais suave, enquanto o açúcar em pó deixa um final delicado na boca.

Variações

Na mesma família da doçaria nazarena encontram-se os támares e os nazarenos, em forma de barco, e ainda os foquins, todos com recheio de doce de ovos. Há quem faça também versões com outros peixes, como o carapau doce.

Onde provar

Encontra-se nas pastelarias e confeitarias tradicionais da Nazaré, sobretudo no Sítio e na zona da praia, onde se vende avulso ou embalado para recordação.

Acompanha bem com

Acompanha bem um café cheio ou um cálice de licor de Óbidos, da região do Oeste.

História

A doçaria da Nazaré nasce do cruzamento de duas heranças: a cultura marítima de uma das mais antigas comunidades piscatórias do país e a influência conventual chegada das vizinhas Terras de Cister, com a sua predileção pelos doces de ovos e pelo doce de gila. Foi desse encontro que surgiu a ideia de moldar a massa em forma de sardinha, prestando homenagem ao peixe que durante séculos sustentou a vila.

A par dos támares e dos nazarenos — pequenos bolos em forma de barco, igualmente recheados de doce de ovos —, a sardinha doce firmou-se como um dos emblemas da pastelaria local, perpetuando na mesa o imaginário do mar e da faina.

Fontes: gastronomias.com · turismodocentro.pt · findoutnazare.pt · rotadopeixe.com