O pasteis.pt é uma celebração da doçaria portuguesa: um arquivo vivo de 656 doces, das natas de Belém aos ovos moles de Aveiro, dos travesseiros de Sintra aos Dom Rodrigos do Algarve.
A doçaria portuguesa é uma das mais ricas do mundo, fruto do encontro entre o açúcar das ilhas, a fartura de gemas dos conventos e séculos de invenção regional. Quisemos reuni-la num só lugar — bonito, rigoroso e bilingue.
Cada doce tem a sua ficha: origem, história, sabor, variações, onde o provar e com que o acompanhar. As receitas trazem os clássicos para a sua cozinha. O mapa mostra a geografia gulosa do país. E o glossário guarda as palavras desta arte doce.
É um trabalho em curso, feito com cuidado e com gosto. Se encontrar um erro ou um doce em falta, ficaremos felizes por o ouvir.
Política editorial Como construímos uma fonte de confiança
604 fichas estão bem documentadas e 52 mantêm uma indicação visível de documentação limitada. 648 fichas citam fontes em mais de um domínio; as 8 restantes passam por revisão editorial explícita. Publicamos 340 receitas bilingues, todas com fontes em vários domínios — uma cobertura de 51.8% do catálogo, porque só criamos uma receita quando existe um método reproduzível. Nenhuma ficha é apresentada como certeza quando as fontes não permitem essa certeza.
Começamos pela identidade, não pela receita
Um nome só entra no catálogo quando existe evidência de que designa um doce reconhecível. Não criamos páginas a partir de listas sem origem, semelhanças visuais ou receitas inventadas. Variantes e nomes regionais ficam ligados à identidade principal, salvo quando as fontes demonstram uma tradição própria.
As fontes têm papéis diferentes
Privilegiamos inventários públicos, arquivos, municípios, museus, universidades, denominações protegidas e investigação especializada. Produtores e imprensa local ajudam a documentar prática viva e disponibilidade. Fontes abertas e receitas comerciais podem orientar pistas, mas não devem sustentar sozinhas afirmações históricas fortes.
Mostramos os limites do que se sabe
“Bem documentado” indica uma identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes. “Documentação limitada” identifica doces reais cuja origem, fórmula ou disponibilidade ainda tem apoio documental restrito. Uma lacuna conhecida fica vazia e explicada; nunca é preenchida por suposição.
Português e inglês partilham os mesmos factos
As duas versões são revistas como uma única ficha documental. Cada entrada precisa de texto completo nos dois idiomas, imagem registada, fontes válidas e metadados próprios antes de passar pelas auditorias automáticas do catálogo e do site.
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