Glossário
Glossário da doçaria
As palavras da pastelaria portuguesa: técnicas, ingredientes e conceitos, de A a Z.
41 termos
A
- Abóbora-chila Ingrediente
- Abóbora de polpa fibrosa que, ao cozer, se desfaz em fios. Matéria-prima do doce de chila, muito usada na doçaria conventual. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Aletria Conceito
- Doce de massa fina (esparguete) cozida em leite, ovos, açúcar e canela, típico do Natal, semelhante a um arroz-doce de aletria. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Alfarroba Ingrediente
- Vagem da alfarrobeira, moída em farinha doce e escura usada no Algarve em bolos e doces, com sabor próximo do cacau. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Amêndoa Ingrediente
- Fruto seco central na doçaria do Algarve e dos conventos, usado moído em massas, maçapão e doces finos. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Arroz-doce Conceito
- Arroz cozido em leite com gemas, açúcar e casca de limão, decorado com canela. Sobremesa caseira e festiva em todo o país. Consultar fonte (abre num novo separador)
B
- Banho-maria Técnica
- Cozedura suave em que o recipiente assenta sobre ou dentro de água quente, usada para cremes e pudins que não devem ferver. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Barriga-de-freira Conceito
- Doce conventual de gemas, açúcar, pão e amêndoa, cujo nome pitoresco ilustra a origem religiosa de tantas receitas portuguesas. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Broa Conceito
- Pão denso de farinha de milho e centeio; na doçaria, as broas de mel ou de Natal são bolinhos especiados com mel e frutos secos. Consultar fonte (abre num novo separador)
C
- Calda (ponto de açúcar) Técnica
- Açúcar dissolvido em água e levado a diferentes 'pontos' de cozedura, determinantes na textura final do doce. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Canela Ingrediente
- Especiaria aromática trazida pelas rotas marítimas, omnipresente na doçaria portuguesa, polvilhada sobre arroz-doce, leite-creme e pastéis de nata. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Confeitaria Conceito
- A arte e a casa dedicadas a confeitos e doces de açúcar — amêndoas confeitadas, frutas cristalizadas e rebuçados. Consultar fonte (abre num novo separador)
D
- Doçaria conventual Conceito
- O conjunto de doces criados nos conventos e mosteiros portugueses entre os séculos XV e XIX, tipicamente à base de gemas de ovo, açúcar e amêndoa. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Doce de chila (gila) Conceito
- Doce de fios feito da polpa da abóbora-chila, em calda aromatizada com canela e limão. Recheia folhados, pastéis e o folar doce. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Doce de ovos Conceito
- Creme de gemas cozidas em calda de açúcar, base de doces como os ovos moles e recheio de inúmeras especialidades. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Doce fino de amêndoa Conceito
- Família de doces moldados do Algarve feitos de maçapão, com formas e cores que imitam frutos, peixes e flores. Consultar fonte (abre num novo separador)
E
- Erva-doce Ingrediente
- Semente de sabor anisado usada para aromatizar massas de bolos, broas e biscoitos tradicionais. Consultar fonte (abre num novo separador)
F
- Fios de ovos Técnica
- Finíssimos fios dourados feitos vertendo gema de ovo em calda a ferver. Usados para decorar e rechear doces e até pratos salgados. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Folar Conceito
- Pão festivo da Páscoa, em versões doces ou com carnes, por vezes com um ovo cozido com casca espetado na massa. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Forno Técnica
- Câmara de calor para cozer doces; o pastel de nata exige fornos muito quentes (acima de 300 ºC) para a folha estalar e o creme tostar. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Frutas cristalizadas Conceito
- Frutos confitados em calda até ficarem translúcidos e revestidos de açúcar; Elvas é célebre pelas suas ameixas cristalizadas. Consultar fonte (abre num novo separador)
H
- Hóstia Ingrediente
- Folha finíssima de massa de farinha e água, a mesma das hóstias religiosas, usada para envolver os ovos moles de Aveiro. Consultar fonte (abre num novo separador)
I
- IGP / DOP Conceito
- Selos europeus que protegem produtos ligados a uma origem — Indicação Geográfica Protegida e Denominação de Origem Protegida — como os ovos moles de Aveiro. Consultar fonte (abre num novo separador)
L
- Leite-creme Conceito
- Creme de leite, gemas e açúcar, frequentemente queimado por cima com açúcar caramelizado, próximo do crème brûlée. Consultar fonte (abre num novo separador)
M
- Maçapão Conceito
- Pasta de amêndoa moída e açúcar, moldada em frutos e figuras, muito típica do Algarve e da doçaria conventual. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Marmelada Conceito
- Doce firme de marmelo e açúcar, ancestral da própria palavra 'marmalade'. Corta-se em fatias e acompanha queijo ou pão. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Massa folhada Técnica
- Massa feita de camadas finíssimas de massa e gordura que, no forno, se separam e estalam. É a base do pastel de nata e do travesseiro. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Massa tenra Técnica
- Massa macia e quebradiça de farinha, gordura e água, sem folhar, usada em pastéis e empadas. Resulta numa casca tenra em vez de estaladiça. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Mel de cana Ingrediente
- Xarope escuro e espesso obtido da cana-de-açúcar, tradicional da Madeira, onde adoça o bolo de mel. Consultar fonte (abre num novo separador)
O
- Ovos moles Conceito
- Doce de gemas e açúcar típico de Aveiro, geralmente envolto em hóstia com formas marinhas (búzios, peixes, conchas). Tem indicação geográfica protegida. Consultar fonte (abre num novo separador)
P
- Pão-de-ló Conceito
- Bolo fofo de ovos, açúcar e farinha, sem fermento. Em versões como o de Ovar fica propositadamente húmido e cremoso no centro. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Pastel Conceito
- Termo genérico para um pequeno doce ou salgado de massa, normalmente recheado, como o pastel de nata ou o pastel de feijão. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Pastel de nata Conceito
- Pequena tarte de massa folhada com creme de ovos, célebre na sua versão de Belém, servida tépida e polvilhada com canela. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Pastelaria Conceito
- Tanto a arte de fazer doces e pastéis como o estabelecimento, central na vida social portuguesa, onde se toma café com um doce. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Ponto de estrada Técnica
- Ponto da calda próximo de 110 ºC em que, ao passar a colher pelo fundo do recipiente, se abre um sulco — uma «estrada» — que deixa o fundo visível. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Ponto de fio Técnica
- Ponto leve da calda, frequentemente situado perto de 103 ºC, em que o açúcar escorre da colher formando um fio fino. As temperaturas publicadas variam com a convenção usada. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Ponto de pérola Técnica
- Ponto da calda próximo de 108 ºC, reconhecido pelo fio mais espesso e pela gota arredondada, semelhante a uma pérola, que se forma na extremidade. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Ponto de rebuçado Técnica
- Ponto alto da calda, normalmente indicado entre 125 e 129 ºC nas referências portuguesas consultadas, em que uma amostra arrefecida fica dura e quebradiça. Consultar fonte (abre num novo separador)
Q
- Queijada Conceito
- Pequena tarte de queijo fresco ou requeijão, ovos e açúcar, famosa em Sintra, Évora e na Madeira. Consultar fonte (abre num novo separador)
R
- Requeijão Ingrediente
- Queijo fresco e macio obtido do soro do leite, geralmente de ovelha ou cabra. Adoçado e aromatizado, é a base de doces como o pastel de requeijão. Consultar fonte (abre num novo separador)
T
- Tabuleiro Técnica
- Bandeja em que se dispõem e levam ao forno bolos, biscoitos e pastéis; nas pastelarias antigas era de folha-de-flandres. Consultar fonte (abre num novo separador)
- Trouxas-de-ovos Conceito
- Lâminas de gema cozidas em calda e dobradas como trouxas, típicas de Caldas da Rainha. Doce conventual rico em açúcar. Consultar fonte (abre num novo separador)
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