Queijadas Dona Amélia
Também conhecido por: Donas Amélias · D. Amélias · Queijadas D. Amélia · Bolo Dona Amélia
O doce escuro e especiado que as senhoras de Angra ofereceram a uma rainha.
- Origem
- Ilha Terceira, Açores · nome adotado em 1901
- Localidade
- Angra do Heroísmo
- Região
- Açores
- Categoria
- Bolos & Pães Doces
- Época
- Todo o ano
- Evidência
- Bem documentado
As Donas Amélias são pequenos bolos escuros e densos da Ilha Terceira, feitos com farinha de milho, mel de cana e especiarias e terminados com açúcar em pó. Embora muitas lojas lhes chamem queijadas, as fontes oficiais açorianas registam-nos como bolos Dona Amélia e não incluem queijo entre os elementos que os definem.
A canela e a noz-moscada dão-lhes o perfil aromático quente destacado pelo turismo regional. Receitas comerciais e domésticas podem ainda incluir passas, cidrão ou raspa de limão, mas esses complementos não são apresentados pelas fontes oficiais como fórmula universal.
- Açúcar
- Ovos
- Mel de cana
- Manteiga
- Farinha de milho
- Farinha de trigo
- Canela
- Noz-moscada
- Passas
- Cidrão
- Raspa de limão
Doce e profundamente especiada, com o mel de cana a dar fundo escuro e quase melado, equilibrado pela acidez das passas e do cidrão. A textura é húmida e densa, mais próxima de um bolo especiado do que de uma queijada cremosa.
Encontram-se na forma individual de queijada, a mais comum, mas também como bolo grande para fatiar. As proporções de mel de cana, especiarias e frutos secos variam de pastelaria para pastelaria, e há quem reforce a canela ou junte um toque de aguardente.
Provam-se em qualquer café ou pastelaria da Terceira, sobretudo em Angra do Heroísmo; a pastelaria O Forno, no centro de Angra, é uma referência habitual. Vendem-se ainda em caixas de seis em mercearias açorianas e por encomenda.
Pedem um café cheirinho ou uma chávena de chá dos Açores; ao fim do dia, casam bem com um cálice de licor de maracujá ou de vinho do Pico.
O nome ficou ligado à visita do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia à Ilha Terceira, em 1901. Segundo o catálogo oficial do artesanato açoriano, foram-lhes oferecidos os melhores bolos então feitos na ilha e o bolo local foi rebatizado em honra da rainha. A portaria regional que certifica este fabrico tradicional confirma a data de 4 de julho de 1901 e regista que a designação atual mais usada é "Donas Amélias".
O Turismo dos Açores relaciona a canela e a noz-moscada com as especiarias trazidas pelas expedições vindas da Índia. Isto documenta o contexto atlântico dos ingredientes, mas não prova que o doce descenda de uma receita medieval específica.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- turismo.azores.gov.pt/terceira/ (abre numa nova janela)
- artesanato.azores.gov.pt/catalogodigital/pt/bolos-dona-amelia (abre numa nova janela)
- portal.azores.gov.pt/documents/36764/0/Do%C3%A7aria%2BRegional%2BCertifica%C3%A7%C3%A3o.pdf/e41a2123-e5c9-ae93-4905-b9f14609eebe (abre numa nova janela)
- byacores.com/en/dona-amelia-cheese-tarts/ (abre numa nova janela)
- byacores.com/queijadas-da-dona-amelia/ (abre numa nova janela)
- azoresgetaways.com/en-us/destination/azores/islands/terceira/queijada-da-dona-amelia (abre numa nova janela)
- saltofportugal.com/2015/10/26/a-monarchic-cake/ (abre numa nova janela)
- viajecomigo.com/2019/04/23/receita-d-amelia-ilha-terceira-acores/ (abre numa nova janela)