Nº 516 Alfenim
Festivos & Sazonais · Açores

Alfenim

Açúcar puxado à mão transforma-se em pombas, flores e promessas.

Origem
Açores — Santa Maria e Terceira, tradição medieval de açúcar puxado
Região
Santa Maria · Terceira
Época
Todo o ano · especialmente Festas do Espírito Santo
Doçura
Riqueza
Dificuldade

O alfenim é açúcar cozido com água e um pouco de vinagre, arrefecido e repetidamente puxado até ficar branco, opaco e elástico. Enquanto a massa permanece morna, mãos experientes moldam pombas, flores, animais, rosquilhas e figuras votivas.

É simultaneamente doce, ornamento e linguagem ritual. Come-se como rebuçado, decora bolos e ocupa um lugar especial nas Festas do Espírito Santo dos Açores.

Ingredientes
  • açúcar
  • água
  • vinagre de vinho branco
  • manteiga para untar
Sabor & textura

Doçura pura e limpa, textura dura e quebradiça depois de fria, com um acabamento acetinado próprio do açúcar puxado.

Variações

As formas vão de flores e pombas a animais, cestinhos e ex-votos anatómicos; cada ilha e artesã conserva o seu repertório.

Onde provar

Em pastelarias de Angra do Heroísmo e, durante as festas religiosas, nos Impérios do Espírito Santo das ilhas açorianas.

Acompanha bem com

Café curto ou chá verde dos Açores, sem açúcar.

História

De raiz medieval e árabe, a técnica chegou aos Açores num território então marcado pela produção de cana-de-açúcar. Incorporado na doçaria conventual, o alfenim serviu como presente de prestígio, decoração de mesas de casamento e ex-voto: partes do corpo moldadas em açúcar eram oferecidas em agradecimento por curas.

Fontes: tradicional.dgadr.gov.pt