Alfenim
Açúcar puxado à mão transforma-se em pombas, flores e promessas.
- Origem
- Açores — Santa Maria e Terceira, tradição medieval de açúcar puxado
- Região
- Santa Maria · Terceira
- Época
- Todo o ano · especialmente Festas do Espírito Santo
O alfenim é açúcar cozido com água e um pouco de vinagre, arrefecido e repetidamente puxado até ficar branco, opaco e elástico. Enquanto a massa permanece morna, mãos experientes moldam pombas, flores, animais, rosquilhas e figuras votivas.
É simultaneamente doce, ornamento e linguagem ritual. Come-se como rebuçado, decora bolos e ocupa um lugar especial nas Festas do Espírito Santo dos Açores.
- açúcar
- água
- vinagre de vinho branco
- manteiga para untar
Doçura pura e limpa, textura dura e quebradiça depois de fria, com um acabamento acetinado próprio do açúcar puxado.
As formas vão de flores e pombas a animais, cestinhos e ex-votos anatómicos; cada ilha e artesã conserva o seu repertório.
Em pastelarias de Angra do Heroísmo e, durante as festas religiosas, nos Impérios do Espírito Santo das ilhas açorianas.
Café curto ou chá verde dos Açores, sem açúcar.
De raiz medieval e árabe, a técnica chegou aos Açores num território então marcado pela produção de cana-de-açúcar. Incorporado na doçaria conventual, o alfenim serviu como presente de prestígio, decoração de mesas de casamento e ex-voto: partes do corpo moldadas em açúcar eram oferecidas em agradecimento por curas.
Fontes: tradicional.dgadr.gov.pt