Pudim de Farinha de Pau
Também conhecido por: Pudim de Farinha de Pau da Régua · Pudim de Farinha de Mandioca
Pudim de forno duriense, dourado e denso, ligado com farinha fina de mandioca.
- Origem
- Peso da Régua, Vila Real · tradição duriense
- Região
- Peso da Régua
- Época
- Todo o ano
O Pudim de Farinha de Pau da Régua é um doce de forno apresentado, na versão local documentada, em pequenas caçoilas redondas de barro. A superfície cresce ligeiramente e ganha manchas castanhas irregulares; por baixo fica uma massa amarelo-dourada, húmida, densa e delicadamente granulada.
Farinha de pau é o nome tradicional português da farinha de mandioca. Uma receita impressa em 1913 mistura-a com leite, açúcar, gemas, claras batidas, manteiga e raspa de limão antes de levar o preparado ao forno. Essa fórmula histórica ajuda a compreender a textura do doce, mas não deve ser confundida com a receita comercial exata de cada produtor atual.
- Farinha de pau (farinha de mandioca)
- Leite
- Açúcar
- Gemas e claras
- Manteiga
- Raspa de limão
Doçura láctea e cítrica, centro húmido e denso, grão muito fino de mandioca e notas tostadas da superfície.
A receita histórica é cozida numa forma untada; a apresentação contemporânea documentada na Régua usa caçoilas individuais de barro. Proporções, aromáticos e tamanho podem variar entre casas.
Procure-o em Peso da Régua, nomeadamente junto da Doces do Céu e em iniciativas dedicadas aos doces do Douro. Confirme produção e horários antes de uma viagem propositada.
Café expresso, chá preto ou um pequeno cálice de vinho do Porto branco.
O nome farinha de pau nasceu da comparação popular entre a raiz de mandioca e um pedaço de madeira. O ingrediente entrou há muito na cozinha portuguesa: o jornal O Radical publicou em 1913 uma receita completa de pudim de farinha de pau, e estudos bibliográficos da alimentação portuguesa voltam a identificar o mesmo preparado em antigos livros de cozinha.
Em Peso da Régua, a Doces do Céu apresentou o pudim como candidato às 7 Maravilhas Doces de Portugal de 2019 e divulgou a sua preparação em televisão. A candidatura ficou entre os doces apurados no distrito de Vila Real. Esta documentação liga uma receita portuguesa antiga a uma expressão contemporânea do Douro, sem atribuir ao produtor atual a autoria da fórmula histórica.
Fontes: facebook.com · facebook.com · aqualibri.cimcavado.pt · dl.uc.pt · gazetarural.com