Pudim Conde da Praia
Também conhecido por: Pudim do Conde da Praia · Pudim de Batata da Terra · Conde da Praia
Pudim conventual de batata, muitas gemas e especiarias, ligado ao primeiro Conde da Praia da Vitória.
- Origem
- Angra do Heroísmo · Ilha Terceira
- Região
- Angra do Heroísmo · Terceira
- Época
- Todo o ano; presença especial em mesas festivas
O Pudim Conde da Praia não é um flan de caramelo. É um doce redondo, baixo e compacto, com bordos assados castanho-escuros e um interior húmido de cor amarelo-alaranjada. Depois de frio, desenforma-se inteiro e cobre-se generosamente com açúcar em pó; a fatia revela uma massa densa, quase cremosa, onde a batata liga uma enorme quantidade de gema, manteiga e calda de açúcar.
A fórmula publicada usa batata da terra, 24 gemas e uma clara, manteiga dos Açores, açúcar, canela e limão. A batata cozida entra numa calda em ponto de pérola, o preparado volta ao lume até fazer estrada e só depois se juntam os ovos e se leva ao forno. Esse processo trabalhoso ajuda a explicar a reputação de receita difícil e guardada por poucas mãos.
- batata da terra
- gemas de ovo
- clara de ovo
- açúcar
- manteiga dos Açores
- canela
- limão
- açúcar em pó
Muito rico e húmido, com doçura de gema e manteiga, canela quente e um final discreto de limão.
A versão inteira e polvilhada é a referência histórica; o Turismo dos Açores assinala também a atual apresentação em forma de queijada, conhecida como Conde da Praia.
Em pastelarias regionais de Angra do Heroísmo, com destaque para O Forno, produtor distinguido pela Marca Açores, e em casas de cozinha terceirense.
Café, chá preto ou um pequeno cálice de vinho licoroso dos Açores.
A tradição terceirense liga o antigo Pudim de Batata da Terra às religiosas do Convento de São Gonçalo, em Angra do Heroísmo, no final do século XVIII. O nome atual recorda Teotónio de Ornelas Bruges Paim da Câmara (1807–1870), primeiro Conde da Praia da Vitória, político liberal e colecionador de receituário culinário, que apreciaria particularmente o doce. Investigação da Universidade dos Açores assinala a existência da receita entre os manuscritos da sua residência, o Palácio de Santa Luzia. Recuperado por doceiras locais e hoje distinguido pela Marca Açores, o pudim foi um dos sete finalistas açorianos das 7 Maravilhas Doces de Portugal em 2019.
Fontes: noticias.uac.pt · turismo.azores.gov.pt · cozinhaacoriana.pt · incorporatemagazine.com · virgiliogomes.com · caruspinus.pt