Nº 543 Pudim Conde da Praia
Pudins & Colher · Açores

Pudim Conde da Praia

Também conhecido por: Pudim do Conde da Praia · Pudim de Batata da Terra · Conde da Praia

Pudim conventual de batata, muitas gemas e especiarias, ligado ao primeiro Conde da Praia da Vitória.

Origem
Angra do Heroísmo · Ilha Terceira
Região
Angra do Heroísmo · Terceira
Época
Todo o ano; presença especial em mesas festivas
Doçura
Riqueza
Dificuldade

O Pudim Conde da Praia não é um flan de caramelo. É um doce redondo, baixo e compacto, com bordos assados castanho-escuros e um interior húmido de cor amarelo-alaranjada. Depois de frio, desenforma-se inteiro e cobre-se generosamente com açúcar em pó; a fatia revela uma massa densa, quase cremosa, onde a batata liga uma enorme quantidade de gema, manteiga e calda de açúcar.

A fórmula publicada usa batata da terra, 24 gemas e uma clara, manteiga dos Açores, açúcar, canela e limão. A batata cozida entra numa calda em ponto de pérola, o preparado volta ao lume até fazer estrada e só depois se juntam os ovos e se leva ao forno. Esse processo trabalhoso ajuda a explicar a reputação de receita difícil e guardada por poucas mãos.

Ingredientes
  • batata da terra
  • gemas de ovo
  • clara de ovo
  • açúcar
  • manteiga dos Açores
  • canela
  • limão
  • açúcar em pó
Sabor & textura

Muito rico e húmido, com doçura de gema e manteiga, canela quente e um final discreto de limão.

Variações

A versão inteira e polvilhada é a referência histórica; o Turismo dos Açores assinala também a atual apresentação em forma de queijada, conhecida como Conde da Praia.

Onde provar

Em pastelarias regionais de Angra do Heroísmo, com destaque para O Forno, produtor distinguido pela Marca Açores, e em casas de cozinha terceirense.

Acompanha bem com

Café, chá preto ou um pequeno cálice de vinho licoroso dos Açores.

História

A tradição terceirense liga o antigo Pudim de Batata da Terra às religiosas do Convento de São Gonçalo, em Angra do Heroísmo, no final do século XVIII. O nome atual recorda Teotónio de Ornelas Bruges Paim da Câmara (1807–1870), primeiro Conde da Praia da Vitória, político liberal e colecionador de receituário culinário, que apreciaria particularmente o doce. Investigação da Universidade dos Açores assinala a existência da receita entre os manuscritos da sua residência, o Palácio de Santa Luzia. Recuperado por doceiras locais e hoje distinguido pela Marca Açores, o pudim foi um dos sete finalistas açorianos das 7 Maravilhas Doces de Portugal em 2019.

Fontes: noticias.uac.pt · turismo.azores.gov.pt · cozinhaacoriana.pt · incorporatemagazine.com · virgiliogomes.com · caruspinus.pt