Pudim Conde da Praia
Também conhecido por: Pudim do Conde da Praia · Pudim de Batata da Terra · Conde da Praia
Pudim conventual de batata, muitas gemas e especiarias, ligado ao primeiro Conde da Praia da Vitória.
- Origem
- Angra do Heroísmo · Ilha Terceira · associado ao 1.º Conde da Praia da Vitória; criação e autoria desconhecidas
- Localidade
- Angra do Heroísmo · Terceira
- Região
- Açores
- Categoria
- Pudins & Colher
- Época
- Sem época tradicional específica documentada nas fontes consultadas
- Evidência
- Bem documentado
O Pudim Conde da Praia é um doce de batata, ovos, açúcar, manteiga e especiarias, não um flan de leite e caramelo. A fórmula publicada pela Cozinha Açoriana usa 250 g de batata, 24 gemas e uma clara, 1 kg de açúcar, 250 g de manteiga dos Açores, canela e casca de limão.
A batata cozida e reduzida a puré entra numa calda em ponto de pérola. Depois de manteiga, puré e canela serem trabalhados até ponto de estrada, o preparado é incorporado nos ovos e volta ao lume até recuperar o mesmo ponto. Coze cerca de 35 minutos a 180 °C, arrefece antes de desenformar e recebe açúcar em pó. A fonte não publica rendimento, tamanho da forma ou durações de fogão.
- batata da terra
- gemas de ovo
- clara de ovo
- açúcar
- manteiga dos Açores
- canela
- limão
- açúcar em pó
A fórmula é dominada por açúcar, gemas, manteiga, batata e canela, com casca de limão na calda. As fontes consultadas não publicam uma análise sensorial que permita fixar humidade, intensidade ou final de boca.
A versão inteira e polvilhada é a referência histórica; o Turismo dos Açores assinala também a atual apresentação em forma de queijada, conhecida como Conde da Praia.
O Turismo dos Açores confirma o doce na gastronomia da Terceira e fontes de 2020 documentam produção local, mas este levantamento não verificou disponibilidade atual contínua. Confirme diretamente com pastelarias de Angra do Heroísmo antes da visita.
As fontes consultadas não fixam um acompanhamento tradicional; café, chá ou vinho licoroso seriam sugestões editoriais.
A Universidade dos Açores documenta Teotónio de Ornelas Bruges Paim da Câmara (1807–1870), 1.º Conde da Praia, como colecionador de receituário culinário e assinala, entre as receitas da sua residência no Palácio de Santa Luzia, um pudim que viria a ser popularizado com o seu título. O Turismo dos Açores confirma que a designação se deve à admiração do conde pelo doce.
A Cozinha Açoriana atribui o antigo «Pudim de Batata da Terra» às religiosas do Convento de São Gonçalo no final do século XVIII, mas formula a origem como tradição — «terá sido criado» — e não apresenta o documento conventual. As fontes consultadas não identificam autora, data de criação ou o momento em que o nome mudou. A ligação ao século XIX é documentada; a cronologia anterior permanece desconhecida.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- noticias.uac.pt/projeto-taste-taste-azores-sustainable-tourism-experiences/ (abre numa nova janela)
- turismo.azores.gov.pt/terceira/ (abre numa nova janela)
- cozinhaacoriana.pt/pudim-conde-da-praia/ (abre numa nova janela)
- incorporatemagazine.com/2020/03/25/realeza-da-docaria-regional-vive-no-forno/ (abre numa nova janela)
- virgiliogomes.com/index.php/cronicas/1155-queijada-condes-da-praia (abre numa nova janela)
- caruspinus.pt/wp-content/uploads/2019/05/LISTA_7MDOCESP_140_NOMEADOS_2ELIMINATORIA.pdf (abre numa nova janela)