Palmier
Também conhecido por: Palmeira · Orelha · Orelha de elefante · Coração de França
Folhada estaladiça em forma de coração, vidrada de açúcar caramelizado.
- Origem
- Folhado de tradição europeia e nome francês; integrado na pastelaria portuguesa, sem autoria ou data estabelecida pelas fontes consultadas
- Localidade
- De Norte a Sul
- Região
- De Norte a Sul
- Categoria
- Folhados & Massas Finas
- Época
- Todo o ano
- Tipo de massa
- Massa folhada Camadas criadas por dobragens sucessivas de massa e gordura.
- Evidência
- Documentação limitada
O palmier é a mais simples e a mais honesta das tentações da vitrina: massa folhada enrolada dos dois lados até se encontrar ao meio, polvilhada de açúcar e cortada em fatias finas que abrem no forno como folhas de palmeira. Daí o nome francês — "feuille de palmier" — e a silhueta de coração que toda a gente reconhece.
Apesar da origem francesa, em Portugal o palmier deixou há muito de soar a estrangeiro. Está em todas as pastelarias, do balcão de bairro à confeitaria de bota e botão, e existe em todos os tamanhos: do pequenino que se come de uma dentada ao gigante do tamanho de um prato, partilhado à mesa.
É doce de tarde, de lanche, de café cheio. Não pede nome de freira nem lenda conventual: pede apenas massa boa, açúcar a mais e um forno bem quente.
- Massa folhada (de manteiga)
- Açúcar
- Manteiga
- Farinha de trigo
- Sal
- Água
Estaladiço e quebradiço, com as camadas de folhado a estalar entre os dentes. O açúcar caramelizado dá um exterior dourado, ligeiramente tostado e amargo q.b., que contrasta com o interior amanteigado e fino. Doce, mas seco e leve — feito para acompanhar bebida quente.
Existe em formato mini (para petiscar) e em versão gigante para partilhar. Há palmiers simples, mais cobertos de açúcar, ou com a base mergulhada em chocolate. Algumas pastelarias recheiam-nos com creme ou doce de ovos; outras fazem versões salgadas, com queijo ou ervas, servidas como aperitivo.
Encontra-se em praticamente qualquer pastelaria portuguesa — é desses doces que estão sempre na vitrina. Para os de grande formato, a Pastelaria O Careca, no Restelo (Lisboa), é referência. Procure os de cor dourada uniforme e açúcar bem caramelizado: o bom palmier estala, não verga.
Um café cheio ou uma bica, um galão ao lanche, ou um chá preto. A secura estaladiça pede líquido quente — e o gigante, partilhado, vai bem com uma garrafa de espumante.
O nome francês descreve uma forma que lembra folhas de palmeira, mas as fontes consultadas não estabelecem com segurança inventor, data de criação ou a rota exata pela qual o bolo entrou em Portugal. As teorias que o ligam a aparas de massa ou a uma origem vienense devem ser tratadas como hipóteses, não como factos documentados.
A presença portuguesa contemporânea está bem demonstrada pela produção regular em pastelarias. A Pastelaria O Careca, no Restelo, aberta desde 1954, documenta a sua própria versão de grande formato; esse caso prova continuidade numa casa lisboeta, não a origem nacional do palmier. As variantes portuguesas cobertas e recheadas são documentadas separadamente no catálogo.
Documentação limitada
A identidade está documentada, mas a origem, composição ou disponibilidade tem fontes limitadas.
- en.wikipedia.org/wiki/Palmier (abre numa nova janela)
- tasteatlas.com/palmier (abre numa nova janela)
- pastelariaocareca.pt/historia/ (abre numa nova janela)
- pastelariaocareca.pt/palmier/ (abre numa nova janela)
- pt.wikipedia.org/wiki/Palmeira_(gastronomia) (abre numa nova janela)
- japanese-products.blog/2021/02/24/sanritsu-genji-pie/ (abre numa nova janela)