Molotov
Também conhecido por: Molotof · Pudim Molotof · Pudim de claras · Pudim Malakof
Claras e açúcar assados até formar um pudim leve, servido com caramelo.
- Origem
- Pudim português de claras batidas; a sua data e autoria exatas são desconhecidas, e a passagem de «Malakof» a «Molotof» é uma explicação linguística provável, não uma cronologia provada.
- Localidade
- De Norte a Sul
- Região
- De Norte a Sul
- Categoria
- Pudins & Colher
- Época
- Todo o ano
- Evidência
- Bem documentado
Molotof é um pudim português feito sobretudo com claras batidas e açúcar. No forno, o merengue ganha volume e fixa-se o suficiente para ser desenformado; o resultado é muito mais leve e esponjoso do que um pudim de leite ou de gemas.
As fórmulas variam. A receita da Teleculinária documentada neste catálogo envolve caramelo líquido nas claras, coze diretamente a 180 °C durante 16 minutos e termina com creme feito das doze gemas e amêndoa laminada torrada. Não usa banho-maria, embora outras versões o possam fazer.
- Claras de ovo
- Açúcar
- Caramelo
- Gemas em algumas coberturas
- Amêndoa em algumas coberturas
Doce e muito leve, com estrutura de merengue húmido assado e contraste de caramelo. Creme de gemas e amêndoa tornam algumas versões mais ricas.
Pode ser servido apenas com caramelo ou coberto com creme de gemas e amêndoa. As receitas também divergem no uso de banho-maria, no tempo de forno e no arrefecimento; estes parâmetros não devem ser apresentados como uma regra nacional única.
Está documentado em receituários portugueses contemporâneos como sobremesa para família e convidados. As fontes consultadas não estabelecem uma concentração regional nem permitem afirmar que esteja permanentemente disponível em pastelarias de todo o país.
A receita de referência serve-o frio com creme de gemas e amêndoa; as fontes consultadas não fixam uma bebida canónica.
Uma resposta do Ciberdúvidas publicada em 2007 apresenta «pudim Malakof» como o nome anterior e liga-o à fortaleza de Malakof, tomada durante a Guerra da Crimeia em 1855. A mesma fonte diz que, durante a Segunda Guerra Mundial, «Malakof» terá passado provavelmente a «Molotov» por confusão com o nome do ministro soviético Viatcheslav Molotov.
Isto é uma proposta etimológica, não prova documental da primeira receita, do primeiro uso de qualquer dos nomes ou da data de criação do doce. A cronologia exata permanece desconhecida. O Ciberdúvidas também regista o uso português das claras que sobram do pão de ló, mas não demonstra uma origem conventual específica; por isso essa atribuição não é feita aqui.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-do-nome-pudim-molotov/22227 (abre numa nova janela)
- teleculinaria.pt/receitas/doces-e-sobremesas/molotof/ (abre numa nova janela)