Nº 615 Molotov
Pudins & Colher · De Norte a Sul

Molotov

Também conhecido por: Molotof · Pudim Molotof · Pudim de claras · Pudim Malakof

Claras e açúcar assados até formar um pudim leve, servido com caramelo.

Origem
Pudim português de claras batidas; a sua data e autoria exatas são desconhecidas, e a passagem de «Malakof» a «Molotof» é uma explicação linguística provável, não uma cronologia provada.
Localidade
De Norte a Sul
Região
De Norte a Sul
Categoria
Pudins & Colher
Época
Todo o ano
Evidência
Bem documentado
Doçura
Riqueza
Dificuldade

Molotof é um pudim português feito sobretudo com claras batidas e açúcar. No forno, o merengue ganha volume e fixa-se o suficiente para ser desenformado; o resultado é muito mais leve e esponjoso do que um pudim de leite ou de gemas.

As fórmulas variam. A receita da Teleculinária documentada neste catálogo envolve caramelo líquido nas claras, coze diretamente a 180 °C durante 16 minutos e termina com creme feito das doze gemas e amêndoa laminada torrada. Não usa banho-maria, embora outras versões o possam fazer.

Ingredientes
  • Claras de ovo
  • Açúcar
  • Caramelo
  • Gemas em algumas coberturas
  • Amêndoa em algumas coberturas
Sabor & textura

Doce e muito leve, com estrutura de merengue húmido assado e contraste de caramelo. Creme de gemas e amêndoa tornam algumas versões mais ricas.

Variações

Pode ser servido apenas com caramelo ou coberto com creme de gemas e amêndoa. As receitas também divergem no uso de banho-maria, no tempo de forno e no arrefecimento; estes parâmetros não devem ser apresentados como uma regra nacional única.

Onde provar

Está documentado em receituários portugueses contemporâneos como sobremesa para família e convidados. As fontes consultadas não estabelecem uma concentração regional nem permitem afirmar que esteja permanentemente disponível em pastelarias de todo o país.

Acompanha bem com

A receita de referência serve-o frio com creme de gemas e amêndoa; as fontes consultadas não fixam uma bebida canónica.

História

Uma resposta do Ciberdúvidas publicada em 2007 apresenta «pudim Malakof» como o nome anterior e liga-o à fortaleza de Malakof, tomada durante a Guerra da Crimeia em 1855. A mesma fonte diz que, durante a Segunda Guerra Mundial, «Malakof» terá passado provavelmente a «Molotov» por confusão com o nome do ministro soviético Viatcheslav Molotov.

Isto é uma proposta etimológica, não prova documental da primeira receita, do primeiro uso de qualquer dos nomes ou da data de criação do doce. A cronologia exata permanece desconhecida. O Ciberdúvidas também regista o uso português das claras que sobram do pão de ló, mas não demonstra uma origem conventual específica; por isso essa atribuição não é feita aqui.

Receita relacionada Molotof com creme de ovos e amêndoa — fórmula da Teleculinária Ver receita →
Base documental

Bem documentado

2 fontes

Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.

  1. ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-do-nome-pudim-molotov/22227 (abre numa nova janela)
  2. teleculinaria.pt/receitas/doces-e-sobremesas/molotof/ (abre numa nova janela)
Como avaliamos as fontes e a incerteza →