Marmelada Branca de Odivelas IGP
Também conhecido por: Marmelada Branca de Odivelas
Marmelada conventual quase branca, de corte firme e protegida por IGP.
- Origem
- Concelho de Odivelas · distrito de Lisboa · IGP registada em 2022
- Localidade
- Odivelas
- Região
- Lisboa
- Categoria
- Doces de Fruta & Mel
- Época
- Disponível ao longo do ano segundo a ficha PTPT; formatos festivos no Dia dos Namorados, Páscoa e Natal
- Evidência
- Bem documentado
A Marmelada Branca de Odivelas IGP é obtida exclusivamente pela cozedura do mesocarpo do marmelo com açúcar branco, água e sumo de limão. A especificação oficial exige cor homogénea próxima do branco, brilho uniforme e intenso, aroma a marmelo, sabor doce e consistência sólida que permita o corte com faca.
A polpa cozida é triturada e juntada a uma calda em «ponto alto de açúcar» ou «bola forte rija». Em tabuleiro, o produto estabiliza pelo menos um dia, volta a repousar pelo menos duas horas depois de desenformado, é cortado e seca ao ar durante um mínimo de sete dias. Para cada quilograma acabado usam-se pelo menos 350 g de polpa ou polme de marmelo.
- polpa de marmelo
- açúcar branco
- água
- sumo de limão
A especificação fixa sabor doce, aroma a marmelo, brilho intenso e textura sólida mas não dura. O sumo de limão é usado para limitar a oxidação; a fonte não lhe atribui uma acidez percetível no produto acabado.
Pode ser apresentada em recipiente ou cortada em cubos, barras e peças. Em ocasiões como Dia dos Namorados, Páscoa e Natal, a especificação regista círculos, trevos, corações, florões, sinos e estrelas moldados.
A denominação IGP só cobre produção realizada integralmente no concelho de Odivelas. Consulte a lista municipal de produtores e a Loja do Turismo antes da visita; a disponibilidade e os formatos podem variar.
A fonte de produto tradicional indica consumo como sobremesa, ao lanche, ao pequeno-almoço ou como gulodice; não fixa um acompanhamento obrigatório.
O caderno da IGP apresenta a Marmelada Branca como legado das monjas Bernardas do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo de Odivelas e documenta a transmissão oral do saber-fazer à população local na segunda metade do século XIX. Transcreve ainda a receita conservada em «O Livro de Receitas da Última Freira de Odivelas»: 480 g de massa de marmelo para 960 g de açúcar em ponto alto.
A reputação está documentada pelo menos em 1886 e em 1924, quando uma obra já referia a marmelada ainda vendida nas pastelarias da povoação. A IGP exige que todas as fases de transformação ocorram no concelho de Odivelas; o registo europeu foi atribuído em 2022.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- dgadr.gov.pt/images/docs/val/dop_igp_etg/Valor/CE_marmelada_branca_odivelas.pdf (abre numa nova janela)
- eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/ (abre numa nova janela)
- tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/1069-marmelada-branca-de-odivelas-igp (abre numa nova janela)
- ec.europa.eu/agriculture/eambrosia/geographical-indications-register/details/EUGI00000017384 (abre numa nova janela)
- ptpt.pt/produtos/marmelada-branca-de-odivelas (abre numa nova janela)
- cm-odivelas.pt/cmodivelas/uploads/writer_file/document/4534/catalogo_de_produtos.pdf (abre numa nova janela)