Fitas de Carpinteiro de Cesar
Também conhecido por: Fitas de Carpinteiro · Fitas de Cesar · Canudos de Fitas de Carpinteiro
Fita de massa frita em espiral, estaladiça como uma apara de plaina e recheada de doce de ovos.
- Origem
- Cesar · Oliveira de Azeméis
- Região
- Cesar · Oliveira de Azeméis
- Época
- Todo o ano na versão de ovos; tradicionalmente outonal com marmelada
As Fitas de Carpinteiro são canudos compridos e ocos formados por uma tira estreita de massa enrolada em hélice sobre uma cana. Depois de frita e retirada do molde, a fita conserva as sobreposições e curvas de uma apara de madeira saída da plaina. A casca fica dourada, fina e muito estaladiça; o interior recebe atualmente um creme amarelo e sedoso de gemas e açúcar.
A massa tradicional leva farinha, gordura, água e sal e era frita em azeite ou banha, mais tarde substituídos muitas vezes por óleo. Açúcar e canela terminam o doce. A primeira versão documentada pela família era recheada com “marmelada virgem”, ainda antes de atingir o ponto firme, mas o doce de ovos permitiu continuar a produção fora da época do marmelo.
- farinha de trigo
- gordura
- água
- sal
- óleo, azeite ou banha para fritar
- gemas
- açúcar
- canela
- marmelada mole na versão antiga
Muito estaladiço e leve por fora, rico e cremoso no interior, com gema doce e perfume de canela.
A versão sazonal mais antiga leva marmelada virgem; a versão hoje mais divulgada usa doce de ovos. As canas de milho deram lugar a canas de bambu ou moldes próprios, mas o enrolamento em fita continua essencial.
Com Lindolfo Ribeiro e em eventos gastronómicos das Terras de Santa Maria, especialmente a Viagem Medieval; procure-as também em iniciativas de Oliveira de Azeméis e Cesar.
Café expresso, chá preto ou espumante bruto da Bairrada.
A tradição familiar liga o doce a Brazalina, de Cesar, que no outono preparava marmelada enquanto as vizinhas esperavam pelo pôr do sol para recolher o milho das eiras. Sem rolo, estendia a massa com uma garrafa, cortava-a em tiras, enrolava-a em segmentos de cana de milho e fritava-a, oferecendo depois os canudos recheados às comadres. O nome nasceu da semelhança com as fitas de madeira deixadas por uma plaina. A receita passou por Laurinda da Viúva e Alda da Tenda e é hoje preservada pelo descendente e cozinheiro Lindolfo Ribeiro, que a divulga em eventos como a Viagem Medieval de Santa Maria da Feira.
Fontes: lindolfo.pt · viagemmedieval.com · ufoaz.pt · cm-valongo.pt