Doce de Ginja
Também conhecido por: Compota de Ginja · Doce Extra de Ginja · Doce de Ginja de Alcobaça
Ginjas descaroçadas apuradas com açúcar até formarem um doce rubi, vivo e agridoce.
- Origem
- Portugal · particularmente associado às zonas produtoras de ginja do Oeste
- Região
- Alcobaça · Óbidos · Oeste
- Época
- Todo o ano · preparado sobretudo em junho e julho
O Doce de Ginja é uma conserva portuguesa feita com ginja, a pequena cereja ácida também usada na ginjinha. Os frutos são descaroçados e cozidos com açúcar, inteiros, em metades ou parcialmente desfeitos, até a calda ganhar brilho e consistência. A acidez natural impede que o resultado seja apenas açucarado.
Não é licor de ginja nem ginja em aguardente. Também se distingue de uma geleia filtrada: no doce, a polpa e normalmente pedaços do fruto permanecem visíveis.
- Ginjas
- Açúcar
- Água opcional
- Limão ou canela opcional
Doce e intensamente frutado, com acidez marcada, leve adstringência e pedaços tenros de ginja.
A proporção de açúcar e o grau de trituração variam. Algumas receitas juntam canela, limão ou uma pequena quantidade de ginjinha depois da cozedura.
Em produtores e lojas de Alcobaça, Óbidos e do Oeste, mercados, feiras e casas que conservam a colheita de junho.
Pão, queijo curado, requeijão, iogurte, chocolate negro e bolos simples.
A cultura da ginja e a sua transformação estão fortemente documentadas no Oeste, sobretudo em torno de Alcobaça e Óbidos. O produtor histórico M.S.R. de Alcobaça conserva uma receita de doce com ginja, açúcar e água, ao lado de fórmulas familiares de licor recolhidas em livros de cozinha portugueses.
A preparação continua no repertório doméstico e comercial. Usa-se ao pequeno-almoço, com queijo ou iogurte, mas também como recheio de tortas e bolos e como contraponto ácido para chocolate.
Fontes: ginja.pt · cookidoo.pt · viladasrainhas.pt