Trutas Doces de Castro Daire
Também conhecido por: Truta Doce · Trutas Doces · Trutas Doces de Castro Daire
Trutas de massa folhada com um coração de abóbora e fios de chila.
- Origem
- Castro Daire · Serra de Montemuro
- Região
- Castro Daire · Serra de Montemuro
- Época
- Todo o ano
As Trutas Doces de Castro Daire são pastéis individuais de massa folhada recortados como pequenos peixes. O corpo oval termina numa cauda aberta e recebe marcas que sugerem escamas, barbatanas e olhos; no interior, o recheio combina doce de abóbora com os fios translúcidos da abóbora-chila ou gila.
No forno, as camadas levantam e douram em torno do recheio húmido. O resultado contrasta a massa leve, seca e quebradiça com uma compota densa, vegetal e melada. Um polvilho discreto de açúcar reforça o desenho sem esconder a forma de truta.
- massa folhada
- doce de abóbora
- doce de abóbora-chila ou gila
- ovo para pincelar
- açúcar em pó
Folhado estaladiço e amanteigado em torno de um recheio húmido, doce e delicadamente vegetal, com fios tenros de chila.
O desenho das escamas, o recorte da cauda e a proporção entre a abóbora comum e a chila variam com a mão do pasteleiro; algumas recebem mais ou menos açúcar em pó.
Nas lojas do Forno da Serra e em pontos de produtos regionais de Castro Daire, na região de Viseu Dão Lafões.
Café, chá ou um vinho doce do Dão; a acidez de um chá preto ajuda a equilibrar a compota.
A Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões inclui as Trutas Doces no seu guia oficial de oferta turística, identificando-as como produto regional de Castro Daire e descrevendo expressamente a massa folhada e o duplo recheio de abóbora e chila. A forma estabelece uma ligação lúdica aos rios e às trutas que marcam a gastronomia e a paisagem do Paiva e de Montemuro.
O doce integra a produção da casa Forno da Serra, ativa desde 2005, e foi nomeado na categoria Bolo de Pastelaria das 7 Maravilhas Doces de Portugal. É, portanto, uma especialidade regional contemporânea consolidada, não uma receita conventual antiga; o valor está na identidade local e na técnica figurativa que mantém em produção.
Fontes: cimvdl.pt · fornodaserra.pt · gazetarural.com