Nº 551 Rosquilhas do Pico
Festivos & Sazonais · Açores

Rosquilhas do Pico

Também conhecido por: Rosquilhas do Espírito Santo do Pico · Rosquilhas à Moda do Pico

Grandes argolas lêvedas, cortadas como coroas e partilhadas nas festas do Espírito Santo.

Origem
Ilha do Pico · Açores
Região
Ilha do Pico
Época
Festas do Divino Espírito Santo
Doçura
Riqueza
Dificuldade

As Rosquilhas do Pico são grandes argolas de massa lêveda, ricas em ovos e manteiga. Depois de amassada e levedada, a massa é dividida em porções, talhada em anéis e cortada com tesoura antes de entrar no forno de lenha. Os golpes abrem durante a cozedura e formam uma coroa irregular; ao sair do forno, cada rosquilha ainda quente é generosamente untada com manteiga, ganhando brilho e uma crosta tenra.

Não são pequenas bolachas secas. Uma rosquilha do Pico é pão festivo de dimensão considerável, capaz de ocupar boa parte de um açafate. Os cestos decorados seguem nas procissões e as rosquilhas são depois distribuídas, transformando o bolo em símbolo concreto de comunidade e partilha.

Ingredientes
  • farinha de trigo
  • ovos
  • açúcar
  • manteiga
  • banha
  • leite
  • fermento
  • raspa de limão
  • noz-moscada
  • aguardente (em algumas receitas)
Sabor & textura

Miolo fofo e rico em ovos, perfume de limão e noz-moscada, doçura moderada e uma superfície amanteigada acabada de sair do forno.

Variações

As proporções e os aromas variam entre freguesias e famílias: algumas receitas usam leite, banha ou aguardente, outras concentram-se em ovos, manteiga, limão e noz-moscada. Na Graciosa existe uma tradição aparentada de rosquilhas para o bodo, mas com práticas e fórmulas próprias.

Onde provar

Na ilha do Pico durante as Festas do Espírito Santo, especialmente em impérios e celebrações comunitárias de freguesias como São Mateus, Madalena e Lajes do Pico.

Acompanha bem com

Chá dos Açores, leite ou um copo de vinho do Pico.

História

As rosquilhas pertencem ao ciclo das Festas do Divino Espírito Santo no Pico. Irmandades e equipas locais organizam a amassadura, a cozedura e os açafates levados em procissão; no fim, oferecem-se rosquilhas a quem participa. O inventário do Património Cultural Imaterial dos Açores documenta esta prática em São Mateus do Pico, onde cada irmão entrega uma conta de pão ou o seu equivalente e onde a perícia de talhar e cozer continua a passar entre gerações. A tradição permanece viva: em festas recentes, foram distribuídos milhares de exemplares na Madalena e nas Lajes.

Fontes: turismo.azores.gov.pt · culturacores.azores.gov.pt · acores.rtp.pt · repositorio.uac.pt · books.openedition.org