Nº 556 Rosquilhas Brancas de São Jorge
Festivos & Sazonais · Açores

Rosquilhas Brancas de São Jorge

Também conhecido por: Doce Branco · Rosquilhas Brancas · Rosquilhas Brancas de São Jorge

Argolas jorgenses de ovos e manteiga sob uma capa branca de açúcar em ponto.

Origem
Ilha de São Jorge · Açores
Localidade
Ilha de São Jorge
Região
Açores
Época
Pentecostes, Santíssima Trindade e Festas do Divino Espírito Santo
Evidência
Bem documentado
Doçura
Riqueza
Dificuldade

As Rosquilhas Brancas de São Jorge são argolas de forno feitas com farinha, ovos, açúcar e banha ou manteiga, revestidas depois de cozidas com açúcar levado ao ponto. A calda seca numa capa branca, opaca e quebradiça, origem tanto do nome como do forte contraste entre a cobertura e a massa dourada.

Uma receita etnográfica registada em Santo Antão dá a escala comunitária da preparação: uma fornada levava quatro quilos de farinha, meio quilo de açúcar, uma dúzia de ovos e vinte colheres de gordura. Não são as Rosquilhas de Aguardente, que passam por água a ferver e recebem cortes antes do forno; a cobertura branca e a massa enriquecida definem aqui outra especialidade.

Ingredientes
  • farinha de trigo
  • ovos
  • açúcar
  • banha ou manteiga
  • água para a calda
Sabor & textura

Capa muito doce, seca e estaladiça sobre uma argola firme, rica em ovo e suavizada por manteiga ou banha.

Variações

Também são chamadas «doce branco» em registos locais. Já «prato de doce branco» pode designar o serviço cerimonial completo com pão de ló, rosquilhas, cavacas e uma espécie, não uma receita única. A gordura da massa varia entre banha e manteiga.

Onde provar

Na ilha de São Jorge, especialmente em Santo Antão, Rosais e outras comunidades durante os domingos de Pentecostes e da Santíssima Trindade.

Acompanha bem com

Café ou chá dos Açores; nas festas, integra um prato partilhado com outros doces jorgenses.

História

As rosquilhas brancas pertencem ao serviço doce das Festas do Divino Espírito Santo em São Jorge. O estudo etnográfico de Santo Antão enumera-as entre os doces mais dispendiosos e trabalhosos distribuídos pelos cavaleiros no chamado serviço da coroa, ao lado de espécies, esquecidos, caramelos, suspiros e pão leve. Documentos municipais ainda as identificam como doçaria tradicional de Velas e registam a equivalência local entre «rosquilhas brancas» e «doce branco».

A expressão tem, contudo, mais de uma escala. Fontes sobre a receita usam «doce branco» para a rosquilha coberta de calda; o Museu Francisco de Lacerda documenta também o «prato de doce branco», um conjunto ritual distribuído no Pentecostes e na Trindade, composto por pão de ló, duas rosquilhas, duas cavacas vidradas e uma espécie.

Receita relacionada Rosquilhas Brancas de São Jorge — fórmula etnográfica de 1988 Ver receita →
Base documental

Bem documentado

6 fontes

Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.

  1. run.unl.pt/server/api/core/bitstreams/ee4cc6bc-3e57-48fe-b5b1-3343b13c7958/content (abre numa nova janela)
  2. books.openedition.org/etnograficapress/9791 (abre numa nova janela)
  3. cmvelas.pt/wp-content/uploads/2019/11/Volume-V-Setor-Urbano.pdf (abre numa nova janela)
  4. culturacores.azores.gov.pt/agenda/default.aspx (abre numa nova janela)
  5. culturacores.azores.gov.pt/ea/pesquisa/default.aspx (abre numa nova janela)
  6. acores.rtp.pt/comunidades/o-amigo-jorgense-frederico-maciel/ (abre numa nova janela)
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