Fálgaros da Tabosa do Carregal
Também conhecido por: Fálgaros de Sernancelhe · Fálgaros da Tabosa
Grande bolo festivo sem açúcar, de farinha, ovos e queijo fresco, cozido no forno comunitário da aldeia.
- Origem
- Tabosa do Carregal · Sernancelhe · distrito de Viseu
- Região
- Tabosa do Carregal · Sernancelhe
- Época
- Especialmente São Brás e Páscoa
Os Fálgaros da Tabosa do Carregal são grandes peças baixas e irregulares, muitas vezes quadrangulares, com uma crosta lisa e castanha e um interior amarelo muito aberto. Ao corte, o miolo revela alvéolos alongados e camadas quase fibrosas, resultado do trabalho de uma massa enriquecida com ovos e queijo fresco.
Apesar de aparecerem nos inventários de doçaria conventual e de serem servidos em dias festivos, os fálgaros tradicionais não levam açúcar nem mel. Farinha, ovos de galinha caseira, queijo fresco e sal formam um manjar de forno mais próximo de um bolo salgado ou pão enriquecido — uma exceção importante no universo pasteleiro português.
- farinha de trigo
- ovos caseiros
- queijo fresco
- sal
Suave, lácteo e ligeiramente salgado, com riqueza de ovo, crosta tostada e miolo leve e elástico.
As dimensões e a forma dependem da divisão artesanal da massa e do espaço no forno comunitário. O elemento constante é a base de farinha, ovos e queijo fresco sem açúcar.
Na Tabosa do Carregal, especialmente durante a festa de São Brás e a Páscoa, quando as famílias usam o forno comunitário.
Queijo da Lapa, vinho branco do Douro ou café.
A tradição atribui a criação às recolhidas do Convento de Nossa Senhora da Assunção, fundado na Tabosa do Carregal no final do século XVII. O convento impulsionou o crescimento da povoação e a receita passou às famílias locais. Hoje, a comunidade continua a amassar e cozer os fálgaros no forno coletivo, sobretudo na festa de São Brás e na Páscoa. Em 2024, o historiador Alberto Correia dedicou-lhes o livro ‘Fálgaro, um Manjar Conventual’.
Fontes: tripaforra.pt · jornaldocentro.pt · ruadireita.pt · discoverdouro.pt · cm-terrasdebouro.pt