Nº 058 Fálgaros da Tabosa do Carregal
Bolos & Pães Doces · Norte

Fálgaros da Tabosa do Carregal

Também conhecido por: Fálgaros de Sernancelhe · Fálgaros da Tabosa

Grande bolo festivo sem açúcar, de farinha, ovos e queijo fresco, cozido no forno comunitário da aldeia.

Origem
Tabosa do Carregal · Sernancelhe · distrito de Viseu
Região
Tabosa do Carregal · Sernancelhe
Época
Especialmente São Brás e Páscoa
Doçura
Riqueza
Dificuldade

Os Fálgaros da Tabosa do Carregal são grandes peças baixas e irregulares, muitas vezes quadrangulares, com uma crosta lisa e castanha e um interior amarelo muito aberto. Ao corte, o miolo revela alvéolos alongados e camadas quase fibrosas, resultado do trabalho de uma massa enriquecida com ovos e queijo fresco.

Apesar de aparecerem nos inventários de doçaria conventual e de serem servidos em dias festivos, os fálgaros tradicionais não levam açúcar nem mel. Farinha, ovos de galinha caseira, queijo fresco e sal formam um manjar de forno mais próximo de um bolo salgado ou pão enriquecido — uma exceção importante no universo pasteleiro português.

Ingredientes
  • farinha de trigo
  • ovos caseiros
  • queijo fresco
  • sal
Sabor & textura

Suave, lácteo e ligeiramente salgado, com riqueza de ovo, crosta tostada e miolo leve e elástico.

Variações

As dimensões e a forma dependem da divisão artesanal da massa e do espaço no forno comunitário. O elemento constante é a base de farinha, ovos e queijo fresco sem açúcar.

Onde provar

Na Tabosa do Carregal, especialmente durante a festa de São Brás e a Páscoa, quando as famílias usam o forno comunitário.

Acompanha bem com

Queijo da Lapa, vinho branco do Douro ou café.

História

A tradição atribui a criação às recolhidas do Convento de Nossa Senhora da Assunção, fundado na Tabosa do Carregal no final do século XVII. O convento impulsionou o crescimento da povoação e a receita passou às famílias locais. Hoje, a comunidade continua a amassar e cozer os fálgaros no forno coletivo, sobretudo na festa de São Brás e na Páscoa. Em 2024, o historiador Alberto Correia dedicou-lhes o livro ‘Fálgaro, um Manjar Conventual’.

Fontes: tripaforra.pt · jornaldocentro.pt · ruadireita.pt · discoverdouro.pt · cm-terrasdebouro.pt