Nº 326 Esses de Peniche
Bolos & Pães Doces · Oeste

Esses de Peniche

Também conhecido por: Esses · Esses de amêndoa

Um S de amêndoa que se desfaz devagar, de casca tostada e coração macio.

Origem
Século XX · Peniche, fabrico caseiro e pastelarias locais
Região
Peniche
Época
Todo o ano
Doçura
Riqueza
Dificuldade

Os Esses de Peniche são pequenos doces de amêndoa moldados na forma da letra que lhes dá o nome. Nascem de claras batidas em castelo firme, envolvidas com miolo fino de amêndoa, açúcar e um pouco de manteiga, ligados por uma porção discreta de farinha. A massa repousa, é polvilhada com açúcar em pó e enrolada à mão em pequenos esses antes de ir ao forno.

No prato apresentam-se dourados e modestos, com a superfície ligeiramente estalada e o interior pálido e húmido. Mordem-se com uma casca levemente crocante que cede de imediato a um miolo macio, perfumado, que se desfaz lentamente na boca.

Servem-se à temperatura ambiente, ao lado de um café ou de um chá, e fazem parte da doçaria de amêndoa que é assinatura de Peniche, ao lado dos amigos e dos penichenses.

Ingredientes
  • Miolo de amêndoa
  • Claras de ovo
  • Açúcar
  • Manteiga
  • Farinha
  • Açúcar em pó
Sabor & textura

Domina o sabor da amêndoa, doce mas sem enjoar, com uma casca fina e estaladiça que dá lugar a um interior macio e húmido que se desfaz devagar.

Variações

As receitas variam de pastelaria para pastelaria nas proporções de amêndoa e açúcar; algumas versões caseiras juntam raspa de limão para perfumar a massa.

Onde provar

Encontram-se nas pastelarias e cafés de Peniche, onde são vendidos a par dos amigos e dos penichenses; vale a pena perguntar pela doçaria de amêndoa da casa.

Acompanha bem com

Um café cheio ou um chá; também acompanham bem um copo de moscatel ou de vinho doce ao fim da refeição.

História

Os esses são um doce de raiz caseira, registado em Peniche sobretudo ao longo do século XX. Conta-se que terão começado nas mãos de algumas mulheres da terra, vindo depois a entrar nas montras das pastelarias locais, entre elas a antiga Pastelaria Resgate, à qual também se associa a criação dos penichenses.

O predomínio da amêndoa na doçaria penichense tem uma explicação curiosa: terá chegado com a mão-de-obra algarvia atraída para as fábricas de conservas de peixe da vila, que trouxe consigo a tradição da amêndoa nos doces. Dessa herança nasceu uma família de doces de amêndoa que, com o tempo, passou a identificar Peniche.

Fontes: cm-peniche.pt · virgiliogomes.com · virgiliogomes.com