Os Bolinhos de Abóbora de Entre Douro e Tâmega são fritos dourados e macios, com cerca de cinco centímetros, feitos sobretudo de abóbora jerimum. A abóbora coze na véspera e escorre durante 24 horas; depois é amassada à mão com açúcar, canela, aguardente, ovos e um pouco de farinha.
Após novo repouso, pequenas porções entram em óleo bem quente. São um doce caseiro de Natal, simples e muito centrado no sabor doce e vegetal da abóbora regional.
- abóbora jerimum
- açúcar
- canela
- farinha
- aguardente
- ovos
- óleo para fritar
Moles e húmidos, com doçura terrosa de abóbora, canela e um leve perfume de aguardente.
Distinguem-se dos bilharacos da Feira por não dependerem de frutos secos, citrinos ou vinho do Porto; a quantidade de farinha ajusta-se à água da abóbora.
Em casas e festas natalícias da região entre o Douro e o Tâmega; continuam sobretudo um produto doméstico.
Café, chá de canela ou vinho do Porto.
A receita acompanha o calendário agrícola local: a abóbora planta-se em março e colhe-se em setembro, ficando disponível para os fritos natalícios. O saber está no amassar manual, na longa drenagem e no repouso da massa antes da fritura. Uma investigação regional sobre os bolinhos de jerimu situa a família mais ampla destes fritos na mesa de Natal do Entre Douro e Minho e encontra receitas de filhós de abóbora desde o século XVIII. Esse enquadramento histórico corrobora a tradição regional, mas não prova a antiguidade desta fórmula específica do Douro–Tâmega.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/124-bolinhos-de-abobora (abre numa nova janela)
- chaodogrilo.blogspot.com/2024/12/bolinhos-de-jerimu.html (abre numa nova janela)