Bolacha Piedade
Também conhecido por: Bolacha da Feira · Bolachas Piedade
A bolacha fina, dura e aromática que acompanha a Feira de Sant’Iago desde o século XIX.
- Origem
- 1855 · família Piedade · Setúbal
- Região
- Setúbal
- Época
- Feira de Sant’Iago · tradicionalmente julho e agosto
A Bolacha Piedade é uma bolacha artesanal fina, seca e muito estaladiça, cortada em quadrados e retângulos ligeiramente irregulares. A massa dourada deixa ver grãos de erva-doce, responsáveis pelo aroma que a distingue e pelo contraste entre notas doces, salgadas e anisadas.
A fórmula completa continua a ser um segredo da família Piedade, transmitido oralmente entre mulheres da família. As fontes públicas identificam farinha, açúcar, gordura animal e erva-doce, mas não publicam proporções nem todos os pormenores da preparação; por isso, esta página não apresenta uma receita reconstruída como se fosse a original.
- Farinha de trigo
- Açúcar
- Gordura animal
- Erva-doce em grão
- Restante fórmula e proporções não publicadas
Pouco doce, seco e muito crocante, com erva-doce persistente e uma discreta nota salgada.
As peças antigas eram descritas como mais espessas; a família passou a estender a massa mais fina a pedido dos clientes. Existem produtos aparentados chamados «bolacha da feira», mas não devem ser automaticamente tratados como a fórmula secreta da família Piedade.
A tradição está sobretudo ligada à Feira de Sant’Iago, em Setúbal. A loja histórica da Avenida Luísa Todi anunciou o encerramento no final de março de 2026, pelo que convém confirmar diretamente a produção, os revendedores e a presença na edição mais recente da feira antes da visita.
Café, chá preto ou um pequeno cálice de Moscatel de Setúbal.
Há registos da Bolacha Piedade desde 1855. Em Setúbal, era levada em tabuleiros até à zona das docas e vendida às gentes do mar; a sua secura e longa conservação tornavam-na apropriada para transportar. A figura do rapaz do tabuleiro ficou ligada à identidade visual da casa.
A bolacha tornou-se inseparável da Feira de Sant’Iago, onde famílias compravam quantidades para guardar durante meses. A produção manteve gestos artesanais — massa estendida em pedra e peças colocadas à mão no forno — mesmo depois da passagem do forno de lenha para equipamento elétrico. Em 2002 recebeu a Medalha da Cidade. A pastelaria da Avenida Luísa Todi, aberta em 2003, anunciou o encerramento no final de março de 2026; esse encerramento comercial não apaga a história documentada do doce, mas torna prudente confirmar os pontos de venda e a presença em futuras edições da feira.
Fontes: uf-setubal.pt · visitsetubal.com · newinsetubal.nit.pt · newinsetubal.nit.pt