Bolacha Maria
Também conhecido por: Bolachas Maria · Biscoito Maria
A bolacha redonda, fina e pouco doce que atravessa gerações portuguesas e sustenta dezenas de sobremesas.
- Origem
- Criação britânica de 1874 · fabricada e culturalmente enraizada em Portugal
- Região
- De Norte a Sul
- Época
- Todo o ano
A Bolacha Maria é uma bolacha semi-doce, fina, redonda, seca e estaladiça, geralmente marcada com pequenos furos e um rebordo decorativo. Em Portugal come-se simples, com leite, chá ou café e usa-se moída ou inteira em bolo de bolacha, serradura, salame de chocolate, natas do céu, pudins e bases de sobremesa.
Não nasceu em Portugal: foi criada em Londres em 1874 para assinalar o casamento do duque de Edimburgo com Maria Alexandrovna. A sua inclusão neste guia documenta a longa adoção, produção industrial e centralidade culinária portuguesas, não uma falsa origem nacional.
- Farinha de trigo
- Açúcar
- Gordura vegetal ou manteiga
- Xarope de glucose
- Leite ou derivados
- Malte
- Levedantes
- Sal
Suavemente doce e maltada, seca, leve e estaladiça, com sabor discreto pensado para acompanhar ou absorver outros ingredientes.
As marcas variam na gordura, no grau de tostagem e na quantidade de açúcar. Existem versões douradas, integrais, sem açúcar, sem lactose e cobertas de chocolate.
Em supermercados, mercearias, cafés, hospitais, escolas e casas de todo o país; também como ingrediente de sobremesas.
Leite, café, chá, chocolate quente ou sobremesas de creme.
A fórmula difundiu-se internacionalmente depois de 1874. Estudos portugueses de ciência alimentar descrevem a Maria como bolacha doce muito típica em Portugal e Espanha, enquanto investigação industrial contemporânea continua a tratar a sua formulação como um produto de referência no fabrico nacional.
A produção portuguesa tem raízes antigas. A Fábrica da Pampulha, fundada em Lisboa no século XIX, comercializou Bolachas Maria, e fabricantes portugueses posteriores tornaram o formato omnipresente. A neutralidade, a textura seca e o baixo custo ajudaram a transformá-la tanto em lanche quotidiano como em matéria-prima da doçaria doméstica.
Fontes: repositorio.ipv.pt · repositorio.ucp.pt · museudasmarcas.pt · insular.pt