Nº 142 Trouxas de Santa Maria de Sanguedo
Doçaria Conventual · Norte

Trouxas de Santa Maria de Sanguedo

Também conhecido por: Trouxas de Santa Maria · Trouxas de Castanha do Mosteiro de Sanguedo

Trouxas artesanais de castanha recuperadas por uma instituição social de Sanguedo.

Origem
Sanguedo · Santa Maria da Feira
Localidade
Sanguedo · Santa Maria da Feira
Região
Norte
Época
Sem época específica documentada nas fontes consultadas
Evidência
Bem documentado
Doçura
Riqueza
Dificuldade

As Trouxas de Santa Maria são doces de castanha associados a Sanguedo, no concelho de Santa Maria da Feira. A Câmara Municipal inclui as «trouxas de Santa Maria de Sanguedo» entre as iguarias de forte tradição do património gastronómico concelhio. Uma lista portuguesa de produtos tradicionais regista a identidade mais descritiva «Trouxas de Castanha do Mosteiro de Sanguedo (Sta M.ª da Feira)».

Um estudo de caso publicado em 2013 pela CNIS documenta o projeto do CASTIIS — Centro de Assistência Social à Terceira Idade e Infância de Sanguêdo: doces de castanha feitos à mão segundo uma receita conventual, recuperada após três anos de investigação. O documento dizia então que o processo estava pronto para lançamento e que a comercialização ocorreria em breve; não demonstra que a produção se tenha mantido até ao presente.

Uma fotografia no próprio estudo mostra pequenas trouxas douradas, finas e irregulares, fechadas em quatro pontas e polvilhadas com açúcar. A imagem desta página é uma reconstrução editorial nova desses traços visuais documentados, não a fotografia do CASTIIS nem uma reprodução certificada do produto.

Ingredientes
  • Castanha
  • Restantes ingredientes da receita conventual — fórmula não publicada
Sabor & textura

A castanha é o único ingrediente e sabor explicitamente identificado. As fontes consultadas não documentam textura interior, aromas, intensidade de doçura ou prova de degustação.

Variações

«Trouxas de Santa Maria» é a designação usada pelo município e pelo estudo do CASTIIS; «Trouxas de Castanha do Mosteiro de Sanguedo» é a forma extensa da lista de produtos tradicionais. As fontes tratam estas designações como a mesma identidade de Sanguedo, distinta das trouxas de ovos, da Madeira e da Malveira.

Onde provar

A Câmara Municipal continua a reconhecer as trouxas como património gastronómico de Sanguedo, mas as fontes consultadas não comprovam um produtor ou ponto de venda atual. Contacte diretamente o CASTIIS ou o município antes de se deslocar.

Acompanha bem com

Não documentado nas fontes consultadas.

História

O vínculo conventual é sustentado por duas peças de evidência complementares: o estudo do CASTIIS chama-lhe receita conventual e a lista de produtos tradicionais inclui o Mosteiro de Sanguedo no nome do doce. Nenhuma das fontes abertas publica a receita, identifica a autora ou data a criação original.

A existência da comunidade religiosa de Sanguedo é documentada numa dissertação da Universidade Aberta. O estudo situa a criação do Mosteiro do Desagravo de Sanguedo entre o final do século XVIII e o início do período liberal, por iniciativa de Rosa de Jesus Tavares, religiosa proveniente do Mosteiro do Desagravo de Lisboa, com acordo do bispo do Porto e auxílio de fiéis locais. Este contexto histórico não basta, por si só, para datar as trouxas.

O projeto descrito em 2013 procurava simultaneamente preservar cultura local e gerar receita para apoiar valências sociais deficitárias, incluindo um centro de acolhimento de crianças e jovens. Esse propósito social está documentado; alegações de produção ou venda atuais exigiriam confirmação nova.

Base documental

Bem documentado

5 fontes

Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.

  1. cm-feira.pt/en_US/patrim%C3%B3nio-gastron%C3%B3mico (abre numa nova janela)
  2. pasipss.cnis.pt/images/pdf/CasoPiloto_CASTIIS.pdf (abre numa nova janela)
  3. eubrdialogues.com/sites/default/files/acoes/documentos/049xlix_lista_de_produtos_tradicionais_portugueses_v_19_0.pdf (abre numa nova janela)
  4. repositorioaberto.uab.pt/server/api/core/bitstreams/af640883-33ca-49ad-b698-bd08501f0e61/content (abre numa nova janela)
  5. cm-feira.pt/documents/20142/0/Plano%26Or%C3%A7amento2022.pdf/1ba4719e-518c-55f5-8606-64d9b9719eba (abre numa nova janela)
Como avaliamos as fontes e a incerteza →