Nº 550 Rosquilhas de Aguardente de São Jorge
Festivos & Sazonais · Açores

Rosquilhas de Aguardente de São Jorge

Também conhecido por: Rosquilhas de Aguardente · Rosquilhas de Aguardente de São Jorge

Argolas de aguardente, fervidas, golpeadas e acabadas num forno bem quente.

Origem
Ilha de São Jorge · Açores
Região
Ilha de São Jorge
Época
Festas do Divino Espírito Santo e celebrações familiares
Doçura
Riqueza
Dificuldade

As Rosquilhas de Aguardente de São Jorge são pequenos biscoitos em forma de argola, preparados com ovos, farinha, açúcar e aguardente local. A sua técnica é tão importante como a fórmula: depois de moldadas, as rosquilhas são primeiro fervidas em água, recebem golpes a toda a volta e só então seguem para um forno bem quente. Os cortes abrem durante a cozedura, deixando uma superfície irregular e coroada e um miolo compacto, muito diferente de uma rosquilha frita.

Também não devem ser confundidas com as Rosquilhas do Pico, grandes pães doces de massa lêveda. Em São Jorge, a aguardente e a dupla cozedura identificam um biscoito festivo próprio, seco e aromático, feito para conservar e repartir.

Ingredientes
  • farinha de trigo
  • ovos
  • açúcar
  • aguardente local
  • água para a fervura
Sabor & textura

Biscoito firme e pouco húmido, de doçura simples, com o aroma quente e vínico da aguardente e bordos tostados nos golpes abertos pelo forno.

Variações

As proporções pertencem à tradição de cada casa. Fontes jorgenses separam as rosquilhas de aguardente das rosquilhas fervidas e das rosquilhas brancas; o nome semelhante não autoriza tratar todas como uma única receita.

Onde provar

Na ilha de São Jorge, sobretudo em mesas familiares e celebrações ligadas às Festas do Divino Espírito Santo.

Acompanha bem com

Café, chá dos Açores ou um pequeno cálice de aguardente.

História

A Direção Regional do Turismo dos Açores inclui estas rosquilhas entre os doces característicos de São Jorge e regista o método de fervura, corte e forno. O inventário cultural açoriano e estudos etnográficos distinguem-nas das rosquilhas fervidas ou brancas. A sua presença nas mesas e nos bodos das Festas do Divino Espírito Santo é igualmente documentada: em diferentes freguesias, acompanharam a distribuição cerimonial de pão e outros doces, ligando o trabalho doméstico da massa à reciprocidade comunitária.

Fontes: turismo.azores.gov.pt · culturacores.azores.gov.pt · acores.rtp.pt · books.openedition.org · research.unl.pt