Queijo de Figo
Também conhecido por: Queijo de Maio · Queijo de figo e amêndoa
Não tem queijo: é figo seco e amêndoa, prensados numa roda escura.
- Origem
- Algarve · tradição popular referida em fontes históricas; data de criação desconhecida
- Localidade
- Algarve
- Região
- Algarve
- Categoria
- Doces de Fruta & Mel
- Época
- Consumo tradicional em 1 de maio; disponibilidade atual não indicada
- Evidência
- Bem documentado
A DGADR documenta o Queijo de Figo como camadas de figos secos espalmados intercaladas com amêndoas, formando um bolo escuro salpicado de branco ao corte. Peso e dimensões variam; os pequenos queijos tradicionais podiam ter cerca de 10 cm de diâmetro, mas também se registam formas de barco, mapa ou fogareiro.
O método não envolve cozedura nem torra. Os figos são cortados na horizontal e as amêndoas em lascas; as camadas são borrifadas com aguardente dentro de um aro, terminadas com figo e mantidas sob peso durante meses. A DGADR descreve amêndoas peladas, enquanto a fórmula da Confraria dos Gastrónomos do Algarve especifica amêndoas não peladas.
As fontes não publicam parâmetros de conservação como temperatura, humidade, atividade da água ou prazo exato. A tradição é documentada, mas a segurança e duração de um produto atual dependem de controlo profissional e não podem ser inferidas apenas do método histórico.
- Figo seco espalmado
- Amêndoa em lascas — pelada na DGADR, não pelada na fórmula da Confraria
- Aguardente
- Farinha apenas para a superfície de montagem
A composição documentada reúne figo seco, amêndoa e aguardente em camadas prensadas. As fontes citadas não publicam uma prova sensorial comparativa; sabor e textura variam com a matéria-prima, espessura das camadas e prensagem.
A DGADR regista queijo, barco, mapa e fogareiro como formatos. A divergência documental mais concreta está na amêndoa: pelada na ficha da DGADR, não pelada na fórmula da Confraria.
A DGADR identifica o Algarve, especialmente as zonas serranas, mas não publica uma lista atual de produtores ou lojas. Confirme diretamente origem, ingredientes, teor alcoólico, conservação e disponibilidade.
As fontes citadas não publicam uma harmonização tradicional ou obrigatória.
A DGADR cita Silva Lopes a propósito de figuras feitas com figo, amêndoa e pinhão e reproduz a avaliação de Thomaz Cabreira de que este e outros doces de figo, com exceção do Morgado de Figo, parecem ter origem popular explicável pela produção regional. Estas referências sustentam a tradição, mas não fornecem uma primeira receita; a data de criação permanece desconhecida.
A mesma ficha regista Queijo de Maio como nome alternativo e o consumo tradicional em 1 de maio, quando se ia merendar ao campo. Não demonstra, porém, que todo o produto fosse iniciado no outono, nem estabelece uma autoria, casa ou localidade de invenção.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/214-queijo-de-figo (abre numa nova janela)
- cgalgarve.com/receitas/algarve028.html (abre numa nova janela)