Nº 502 Queijo de Figo
Doces de Fruta & Mel · Algarve

Queijo de Figo

Também conhecido por: Queijo de Maio · Queijo de figo e amêndoa

Não tem queijo: é figo seco e amêndoa, prensados numa roda escura.

Origem
Algarve · tradição popular referida em fontes históricas; data de criação desconhecida
Localidade
Algarve
Região
Algarve
Época
Consumo tradicional em 1 de maio; disponibilidade atual não indicada
Evidência
Bem documentado
Doçura
Riqueza
Dificuldade

A DGADR documenta o Queijo de Figo como camadas de figos secos espalmados intercaladas com amêndoas, formando um bolo escuro salpicado de branco ao corte. Peso e dimensões variam; os pequenos queijos tradicionais podiam ter cerca de 10 cm de diâmetro, mas também se registam formas de barco, mapa ou fogareiro.

O método não envolve cozedura nem torra. Os figos são cortados na horizontal e as amêndoas em lascas; as camadas são borrifadas com aguardente dentro de um aro, terminadas com figo e mantidas sob peso durante meses. A DGADR descreve amêndoas peladas, enquanto a fórmula da Confraria dos Gastrónomos do Algarve especifica amêndoas não peladas.

As fontes não publicam parâmetros de conservação como temperatura, humidade, atividade da água ou prazo exato. A tradição é documentada, mas a segurança e duração de um produto atual dependem de controlo profissional e não podem ser inferidas apenas do método histórico.

Ingredientes
  • Figo seco espalmado
  • Amêndoa em lascas — pelada na DGADR, não pelada na fórmula da Confraria
  • Aguardente
  • Farinha apenas para a superfície de montagem
Sabor & textura

A composição documentada reúne figo seco, amêndoa e aguardente em camadas prensadas. As fontes citadas não publicam uma prova sensorial comparativa; sabor e textura variam com a matéria-prima, espessura das camadas e prensagem.

Variações

A DGADR regista queijo, barco, mapa e fogareiro como formatos. A divergência documental mais concreta está na amêndoa: pelada na ficha da DGADR, não pelada na fórmula da Confraria.

Onde provar

A DGADR identifica o Algarve, especialmente as zonas serranas, mas não publica uma lista atual de produtores ou lojas. Confirme diretamente origem, ingredientes, teor alcoólico, conservação e disponibilidade.

Acompanha bem com

As fontes citadas não publicam uma harmonização tradicional ou obrigatória.

História

A DGADR cita Silva Lopes a propósito de figuras feitas com figo, amêndoa e pinhão e reproduz a avaliação de Thomaz Cabreira de que este e outros doces de figo, com exceção do Morgado de Figo, parecem ter origem popular explicável pela produção regional. Estas referências sustentam a tradição, mas não fornecem uma primeira receita; a data de criação permanece desconhecida.

A mesma ficha regista Queijo de Maio como nome alternativo e o consumo tradicional em 1 de maio, quando se ia merendar ao campo. Não demonstra, porém, que todo o produto fosse iniciado no outono, nem estabelece uma autoria, casa ou localidade de invenção.

Receita relacionada Queijo de Figo ou Queijo de Maio — versão da Confraria dos Gastrónomos do Algarve Ver receita →
Base documental

Bem documentado

2 fontes

Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.

  1. tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/214-queijo-de-figo (abre numa nova janela)
  2. cgalgarve.com/receitas/algarve028.html (abre numa nova janela)
Como avaliamos as fontes e a incerteza →