Nº 448 Pastel de Frade de Almeirim
Bolos & Pães Doces · Alentejo

Pastel de Frade de Almeirim

Também conhecido por: Pastel de Frade · Bolo de Frade de Almeirim

A tarte de feijão-frade que liga a doçaria de Almeirim à lenda da Sopa da Pedra.

Origem
Almeirim · Ribatejo
Região
Almeirim · Ribatejo
Época
Todo o ano
Doçura
Riqueza
Dificuldade

O Pastel de Frade de Almeirim é uma pequena tarte redonda e baixa, com uma capa exterior muito fina e clara em torno de um recheio liso de feijão-frade. No forno, o topo abaulado ganha tons dourados e castanhos, enquanto o interior permanece denso, húmido e macio.

Pertence à vasta família portuguesa dos pastéis de feijão, mas troca o feijão-branco habitual pelo feijão-frade, reconhecível pelo sabor mais terroso. A receita comercial exata não é divulgada; o elemento definidor e publicamente documentado é precisamente esta leguminosa, trabalhada como doce em vez de sopa ou acompanhamento salgado.

Ingredientes
  • feijão-frade
  • açúcar
  • ovos
  • massa exterior fina
  • aromas conforme o produtor
Sabor & textura

Doce, denso e macio, com notas tostadas no topo e o fundo terroso do feijão-frade.

Variações

A receita original é de produção local e não está publicada em proporções completas. A cor e a altura variam ligeiramente entre fornadas, mas o feijão-frade e o formato de tarte individual definem o pastel.

Onde provar

Em Almeirim, em pastelarias e iniciativas gastronómicas ligadas à Confraria; confirme a disponibilidade, pois é menos disseminado do que as Broas de Almeirim.

Acompanha bem com

Café, chá ou um vinho licoroso do Tejo.

História

A origem é contemporânea e assumida. A Confraria Gastronómica de Almeirim considerava que a cidade, célebre pela Sopa da Pedra, precisava de um doce próprio. Inspirou-se então no frade viajante da lenda — aquele que convence uma aldeia a contribuir ingredientes para uma sopa começada com uma pedra — e escolheu o feijão-frade para unir nome, história e sabor.

O pastel já era divulgado como especialidade local em 2018 e, no ano seguinte, o Município e a Confraria apresentaram-no às 7 Maravilhas Doces de Portugal ao lado do Bolo Finto, das Broas de Almeirim e do gelado de melão. É um exemplo transparente de património gastronómico criado no presente e adotado como marcador local, não de uma receita medieval ou conventual recuperada.

Fontes: noponto.pt · omirante.pt · gazetarural.com