Pastel de Frade de Almeirim
Também conhecido por: Pastel de Frade · Bolo de Frade de Almeirim
A tarte de feijão-frade que liga a doçaria de Almeirim à lenda da Sopa da Pedra.
- Origem
- Almeirim · Ribatejo
- Região
- Almeirim · Ribatejo
- Época
- Todo o ano
O Pastel de Frade de Almeirim é uma pequena tarte redonda e baixa, com uma capa exterior muito fina e clara em torno de um recheio liso de feijão-frade. No forno, o topo abaulado ganha tons dourados e castanhos, enquanto o interior permanece denso, húmido e macio.
Pertence à vasta família portuguesa dos pastéis de feijão, mas troca o feijão-branco habitual pelo feijão-frade, reconhecível pelo sabor mais terroso. A receita comercial exata não é divulgada; o elemento definidor e publicamente documentado é precisamente esta leguminosa, trabalhada como doce em vez de sopa ou acompanhamento salgado.
- feijão-frade
- açúcar
- ovos
- massa exterior fina
- aromas conforme o produtor
Doce, denso e macio, com notas tostadas no topo e o fundo terroso do feijão-frade.
A receita original é de produção local e não está publicada em proporções completas. A cor e a altura variam ligeiramente entre fornadas, mas o feijão-frade e o formato de tarte individual definem o pastel.
Em Almeirim, em pastelarias e iniciativas gastronómicas ligadas à Confraria; confirme a disponibilidade, pois é menos disseminado do que as Broas de Almeirim.
Café, chá ou um vinho licoroso do Tejo.
A origem é contemporânea e assumida. A Confraria Gastronómica de Almeirim considerava que a cidade, célebre pela Sopa da Pedra, precisava de um doce próprio. Inspirou-se então no frade viajante da lenda — aquele que convence uma aldeia a contribuir ingredientes para uma sopa começada com uma pedra — e escolheu o feijão-frade para unir nome, história e sabor.
O pastel já era divulgado como especialidade local em 2018 e, no ano seguinte, o Município e a Confraria apresentaram-no às 7 Maravilhas Doces de Portugal ao lado do Bolo Finto, das Broas de Almeirim e do gelado de melão. É um exemplo transparente de património gastronómico criado no presente e adotado como marcador local, não de uma receita medieval ou conventual recuperada.
Fontes: noponto.pt · omirante.pt · gazetarural.com