Formigos Cesarenses
Também conhecido por: Formigos de Cesar
Pão de dois dias transformado numa papa natalícia de leite, mel, gemas, vinho branco e canela.
- Origem
- Cesar · Oliveira de Azeméis · Aveiro
- Região
- Cesar · Oliveira de Azeméis
- Época
- Natal
Os Formigos Cesarenses são um doce de Natal de Cesar, no concelho de Oliveira de Azeméis. Partem de miolo de pão duro demolhado e muito bem espremido, cozido lentamente com leite, açúcar, manteiga, mel e canela até formar uma papa espessa. No final entram gemas batidas com vinho branco e mais mel, incorporadas de modo a deixarem pequenos fios amarelos reconhecíveis.
Esta composição distingue a versão de Cesar de muitos formigos ou mexidos do Minho e de Trás-os-Montes, frequentemente enriquecidos com passas, pinhões, nozes e vinho do Porto. Na fórmula publicada para Cesar não aparecem frutos secos nem fruta seca: o pão, os laticínios, o mel, os ovos, o vinho branco e a canela definem o doce.
- miolo de pão duro
- leite
- açúcar
- manteiga
- mel
- gemas
- vinho branco
- canela
Denso, macio e reconfortante, com doçura de mel e açúcar, riqueza de manteiga e gema e um final quente de canela e vinho branco.
Não confunda automaticamente os Formigos Cesarenses com todos os mexidos do Norte. Noutras localidades juntam-se frutos secos, passas, casca de limão ou vinho do Porto; a receita de Cesar publicada na tradição culinária portuguesa usa vinho branco e não inclui esses frutos.
A tradição pertence à vila de Cesar e é sobretudo natalícia. Procure-a em eventos gastronómicos, restauração tradicional e casas particulares do concelho de Oliveira de Azeméis na época do Natal; por não ser um produto diário de montra, confirme antes da visita.
Café, chá preto ou um pequeno cálice do mesmo vinho branco usado na confeção.
O Município de Oliveira de Azeméis inclui os formigos cesarenses entre as iguarias da doçaria concelhia, e o Plano Municipal da Cultura identifica-os entre os sabores de referência de Cesar. A receita já tinha alcance nacional em 18 de dezembro de 1992, quando o programa “Culinária” da RTP transmitiu a sua confeção apresentada por Lindolfo Ribeiro.
Como tantos doces de aproveitamento, nasceram da valorização do pão que já não estava fresco. A sua associação ao Natal está bem estabelecida nas fontes gastronómicas consultadas, embora a prática doméstica possa conservar proporções próprias de cada família.
Fontes: cm-oaz.pt · arquivo.cm-oaz.pt · arquivos.rtp.pt · gastronomias.com · allaboutportugal.pt