Esperanças dos Açores
Também conhecido por: Esperanças · Bolinhos da Esperança
Doce micaelense em forma de rebuçado, com massa finíssima e recheio de amêndoa, gema, cidrão e pão.
- Origem
- Ponta Delgada · Ilha de São Miguel
- Localidade
- Ponta Delgada · São Miguel
- Região
- Açores
- Categoria
- Doçaria Conventual
- Época
- Todo o ano; particularmente ligadas às festas do Senhor Santo Cristo
- Evidência
- Bem documentado
As Esperanças reconhecem-se antes da primeira dentada. Cada unidade parece um rebuçado embrulhado: um rolo baixo e alongado, envolvido por massa muito fina e estaladiça, com as duas pontas apertadas e abertas em pregas. O centro recebe açúcar e canela; por dentro, o recheio compacto conserva a humidade da amêndoa, das gemas, do cidrão cristalizado e do pão.
A receita divulgada pela Confeitaria A Colmeia começa com pão do dia anterior amolecido em água. Junta-se uma calda de açúcar com cidrão e amêndoa, seguida de gemas e manteiga. Separadamente, farinha, gordura, sal e água formam a capa, estendida até ficar quase transparente. O recheio é enrolado nessa folha, as extremidades são franzidas à mão e o doce vai ao forno antes do acabamento de açúcar e canela.
- pão
- açúcar
- cidrão cristalizado
- amêndoa
- gemas de ovo
- manteiga
- farinha de trigo
- banha
- canela
- sal
Capa leve e quebradiça, recheio rico de amêndoa e gema, notas cítricas de cidrão e acabamento aromático de canela.
A especialidade moderna tem a forma franzida criada pela Colmeia; os Bolinhos da Esperança que lhe deram origem eram apresentados como pequenas bolas sem essa capa.
Na Confeitaria A Colmeia, na Avenida Infante D. Henrique, em Ponta Delgada, casa que recuperou e produz a versão de referência.
Café expresso, chá preto dos Açores ou licor de tangerina de São Miguel.
A forma atual foi desenvolvida pela Confeitaria A Colmeia, em Ponta Delgada, a partir dos antigos Bolinhos da Esperança. Segundo a casa, a receita foi recuperada cerca de 2017 de uma fórmula com várias décadas, associada ao Convento de Nossa Senhora da Esperança. Os bolinhos originais seriam redondos e oferecidos pelas religiosas depois das festas do Senhor Santo Cristo; a versão moderna preservou o recheio e acrescentou-lhe a capa fina em forma de rebuçado. Em 2019, as Esperanças venceram a eliminatória regional dos Açores e representaram o arquipélago na fase nacional das 7 Maravilhas Doces de Portugal.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- byacores.com/esperancas/ (abre numa nova janela)
- acorianooriental.pt/noticia/esperancas-pre-finalistas-das-sete-maravilhas-doces-301276 (abre numa nova janela)
- acores.rtp.pt/graciosa-online/2o-lugar-para-a-queijada-da-graciosa/ (abre numa nova janela)
- en.azoresguide.net/esperancas-a-sweet-from-the-azores/ (abre numa nova janela)
- caruspinus.pt/wp-content/uploads/2019/05/LISTA_7MDOCESP_140_NOMEADOS_2ELIMINATORIA.pdf (abre numa nova janela)