Nº 320 Delícias do Convento da Lourinhã
Doçaria Conventual · Oeste

Delícias do Convento da Lourinhã

Pequenos bolos conventuais escuros de amêndoa com pele, gemas e canela.

Origem
Convento de Santo António · Lourinhã
Localidade
Lourinhã
Região
Oeste
Época
Todo o ano
Evidência
Bem documentado
Doçura
Riqueza
Dificuldade

As Delícias do Convento da Lourinhã são pequenos bolos em tronco de cone, com cerca de 50 gramas. A amêndoa moída com pele dá-lhes a cor castanha-escura, a superfície granulosa e uma consistência menos pudim do que muitos doces de gema.

Amêndoas do Algarve sem pelar são moídas e misturadas com ovos, açúcar e um toque de canela. A massa coze em formas untadas, em forno muito quente, e cada unidade é depois envolvida em papel muito fino.

Ingredientes
  • amêndoas com pele
  • gemas de ovo
  • ovos
  • açúcar
  • canela
Sabor & textura

Intensamente amendoado, rico em ovo e suavemente canelado, com textura húmida e granulosa.

Variações

O grau de moagem e torra altera a textura, mas a pele da amêndoa é essencial à versão da Lourinhã.

Onde provar

Em pastelarias e lojas de especialidades da Lourinhã, à unidade ou em caixas de seis.

Acompanha bem com

Café, chá preto ou aguardente vínica da região Oeste.

História

O nome evoca o Convento de Santo António da Lourinhã, cuja comunidade foi fundada em 1598, mas o doce hoje identificado como Delícias do Convento é uma criação moderna. Em 1977, por incentivo do pároco que procurava divulgar o convento, Zélia Fortunato Pereira adaptou uma receita antiga: conservou a pele da amêndoa e obteve a cor escura característica. O edifício conventual foi restaurado entre 1989 e 1993.

Base documental

Bem documentado

3 fontes

Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.

  1. tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/749-delicias-do-convento (abre numa nova janela)
  2. coimbramaisfuturo.pt/wp-content/uploads/2022/11/Receitas-e-Sabores-dos-Territorios-Rurais.pdf (abre numa nova janela)
  3. nauticalportugal.com/pages/2145/ (abre numa nova janela)
Como avaliamos as fontes e a incerteza →