Pudim de Vila de Rei — fórmula manuscrita
Esta receita segue a transcrição de uma fórmula manuscrita intitulada «Pudim de Villa Rei». Conserva a estrutura original — açúcar mascavado, amêndoa, dez gemas, dois ovos inteiros e raspa de citrinos — e explicita as conversões modernas de arrátel e quarta dadas pela própria transcrição. A referência ao Convento da Graça pertence à anotação do manuscrito e não prova, por si só, uma origem conventual.
- Rende
- 1 pudim
- Preparação
- Não indicado na fonte
- Forno / cozedura
- Não indicado na fonte
Ingredientes
- 459 g (1 arrátel na transcrição) Açúcar mascavado ou não refinado
- 125 g (1 quarta na transcrição) Amêndoa pelada, muito bem moída
- 10 Gemas
- 2 Ovos inteiros
- raspa a gosto Laranja ou limão
- q.b. Manteiga para a forma
Preparação
Unte cuidadosamente uma forma de pudim com manteiga. A fórmula conhecida não manda caramelizar a forma.
Leve o açúcar a ferver com água suficiente para formar uma calda. A transcrição não indica a quantidade de água; use apenas a necessária para dissolver e ferver o açúcar.
Quando a calda começar a ferver, junte a amêndoa muito bem moída e cozinhe até ponto de pasta. Retire do lume e deixe arrefecer até ficar quase morna.
Bata as dez gemas com os dois ovos inteiros e raspa de laranja ou limão. Junte à pasta de açúcar e amêndoa já morna e misture bem.
Deite na forma untada e leve ao forno até o pudim estar cozido e firme. O manuscrito não fornece temperatura nem duração; vigie a cozedura e não trate uma estimativa moderna como dado histórico.
Deixe assentar antes de desenformar, para a estrutura densa de amêndoa e gema estabilizar.
Fontes desta receita
As quantidades e o método foram confrontados com as referências abaixo. Receitas familiares podem variar; quando não existe uma fórmula oficial única, apresentamos uma versão prática representativa e dizemo-lo claramente.
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