Roscas Doces de Lanhelas
Também conhecido por: Roscas de Lanhelas · Roscas Doces
Argolas artesanais de massa firme, cozidas a forno forte e banhadas em açúcar até ficarem esbranquiçadas.
- Origem
- Lanhelas · Caminha · Alto Minho
- Região
- Lanhelas · Caminha
- Época
- Todo o ano; especialmente Páscoa, festas e romarias
As Roscas Doces de Lanhelas são argolas pequenas e irregulares, feitas de uma massa firme que se estende, corta em tiras e enrola à mão. Saem do forno douradas e recebem depois um banho de açúcar a ferver; ao secar, a calda forma uma película branca e fina sobre a superfície.
A estrutura é mais compacta do que a de um pão doce e mais espessa do que a de uma bolacha. Cada aro conserva marcas da união e pequenas diferenças de diâmetro, sinais do trabalho manual que continua a definir a doçaria desta freguesia de Caminha.
- farinha de trigo
- ovos
- açúcar
- fermento
- água
Doce e seco, com centro firme e uma capa fina de açúcar que estala antes de se dissolver.
A dimensão, a espessura do aro e a opacidade da calda variam entre fornadas. Não se confundem com as Roscas de Monção, cuja identidade e receita municipal seguem outra tradição do Alto Minho.
Na Fábrica de Doces Tradicionais de Lanhelas, em comércios de Caminha e nas feiras e romarias do Alto Minho, com procura especial na Páscoa.
Café, chá ou vinho verde branco do Minho.
Em 2017, uma reportagem na fábrica de Lanhelas situava a tradição familiar havia mais de 130 anos e registava a transmissão do saber entre sogras e noras. As roscas eram a especialidade mais vendida, expedida em milhares de dúzias para Portugal e para comunidades emigrantes. O Município de Caminha continua a destacá-las entre os doces regionais do concelho.
Fontes: cm-caminha.pt · jornalc.pt · jf-lanhelas.pt · cm-terrasdebouro.pt