Queijada de Sintra
Também conhecido por: queijada
Tartes minúsculas de queijo fresco e canela, com a borda franzida à mão.
- Origem
- Sintra · conhecida pelo menos desde o século XIII
- Região
- Sintra
- Época
- Todo o ano
A queijada de Sintra é uma das mais antigas doçarias de Portugal. É uma tarte pequena, com pouco mais de cinco centímetros, de massa fina e seca, recheada de queijo fresco, gemas, açúcar e canela. A borda é franzida à mão num folho irregular, e a superfície cresce e enruga no forno, ficando salpicada de manchas tostadas.
Vende-se tradicionalmente em molhos de seis, agrupadas duas a duas e embrulhadas num papel fino — uma imagem clássica das ruas de Sintra, onde os vendedores as anunciavam junto à estação e à vila.
- queijo fresco
- gemas de ovo
- açúcar
- farinha
- manteiga
- canela
- sal
Casca fina, seca e quebradiça, e um recheio denso e ligeiramente granuloso de queijo fresco, com a doçura morna e perfumada da canela. Menos açucarada do que a maioria da doçaria conventual — é o queijo que manda.
O nome 'queijada' percorre todo o país, mas cada terra tem a sua: as de Évora levam mais ovo, as da Madeira são altas e fofas, as de Pereira (na zona de Tentúgal) são outra escola. A de Sintra distingue-se pela casca fininha e pelo queijo fresco que domina o recheio.
Nas casas históricas de Sintra: a Fábrica das Verdadeiras Queijadas da Sapa, a mais antiga, e a Casa Piriquita, na vila (fundada em 1862 e mais conhecida pelos travesseiros, mas também pelas queijadas). Procure as de casca enrugada e queijo bem presente, e coma-as no próprio dia.
Um café curto, que corta o queijo; ou, à moda antiga, um copo de vinho de Carcavelos, um generoso produzido aqui ao lado, entre a serra de Sintra e o mar.
Ao contrário de tantos doces portugueses, a queijada de Sintra não nasceu num convento, mas no mundo rural: documentos guardados na Torre do Tombo mostram queijadas a serem usadas como pagamento de foros à coroa pelo menos desde 1227, no reinado de D. Sancho II. Durante séculos foram um doce caseiro, feito pelas mulheres das quintas em redor da serra a partir do queijo fresco que produziam.
A produção industrial terá começado em meados do século XVIII — atribui-se a uma Maria Sapa, em Ranholas, a venda diária de cerca de vinte dúzias. Mais tarde, fixou-se em fábricas e casas de fabrico próprio, que ainda hoje guardam ciosamente as suas receitas e dão a Sintra um perfume permanente a canela e queijo morno.
Fontes: tradicional.dgadr.gov.pt · visitsintra.travel · pt.wikipedia.org · piriquita.pt · en.wikipedia.org