Pastéis de Feijão do Patronato de Mangualde
Também conhecido por: Pastel de Feijão do Patronato · Pastéis de Feijão de Mangualde · Pastéis do Patronato · Pastéis do Patrocínio - Mangualde
Doçaria de convento ao serviço da obra social de uma paróquia.
- Origem
- 1936 · Patronato de Nossa Senhora do Sameiro, Mangualde (raiz conventual beirã)
- Localidade
- Mangualde
- Região
- Centro
- Categoria
- Doçaria Conventual
- Época
- Todo o ano
- Evidência
- Bem documentado
O pastel de feijão do Patronato é um pequeno tartelete de massa fina e estaladiça recheado com um doce sedoso de feijão branco, amêndoa e gemas de ovo. À primeira vista confunde-se com um pastel de nata — mesmo formato, mesma promessa dourada —, mas basta a primeira dentada para perceber que se trata de outra coisa: a base é mais leve, o recheio mais denso e perfumado, sem o creme amanteigado da nata.
Faz-se em Mangualde, na pastelaria do Patronato, desde 1936, e segue uma receita guardada a sete chaves. O feijão cozido e bem passado dá corpo e uma textura aveludada; a amêndoa traz aroma; as gemas dão a cor de oiro e a doçura serena que assenta na boca.
Serve-se à temperatura ambiente, polvilhado ou não com açúcar, normalmente comprado à dúzia numa caixa de cartão simples. Aguenta cerca de duas semanas em sítio fresco — virtude que o tornou companheiro de viagem dos emigrantes da Beira.
- Feijão branco cozido
- Amêndoa
- Gemas de ovo
- Açúcar
- Farinha
- Manteiga
- Água
- Raspa de limão
Recheio denso e aveludado, doce mas comedido, com o aroma da amêndoa e o fundo terroso e suave do feijão; a massa, fina e estaladiça, contrasta com o interior macio. Mais leve na base do que um pastel de nata.
Não confundir com o pastel de feijão de Torres Vedras, outra tradição com a sua própria escola. O de Mangualde é creditado ao Patronato e a receita exacta do recheio permanece secreta, com pequenas diferenças entre quem o faz.
Na pastelaria do Patronato, em Mangualde, onde se vendem normalmente à dúzia. As receitas continuam a apoiar a obra social da paróquia — um centro de dia e um lar de idosos.
Um café cheio ou uma bica, ou um copo de moscatel; ao lanche, acompanham bem um chá.
O Patronato de Mangualde nasceu na década de 1930, em plena depressão económica e às portas da Guerra Civil de Espanha, por ideia do Monsenhor Manuel da Cruz Ferreira Monteiro: uma casa que acolhesse durante o dia os filhos das mulheres que trabalhavam. Para sustentar financeiramente a instituição e as obras sociais da paróquia, abriu-se uma pastelaria.
Foi D. Maria Amélia Ortiz Ribeiro quem dirigiu a cozinha e trouxe as receitas da doçaria conventual — o bolo regional, o bolo de azeite, os caramujos ou jesuítas, os papos de anjo, as lampreias de ovos. Das suas mãos saiu também, desde a primeira hora em 1936, o famoso pastel de feijão, hoje uma das mais antigas e identitárias receitas da doçaria beirã.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- cmmangualde.pt/744/pasteis-de-feijao (abre numa nova janela)
- paroquiademangualde.pt/pastelaria (abre numa nova janela)
- paroquiademangualde.pt/patronatoencomendas (abre numa nova janela)
- andarilho.pt/2020/12/16/patronato/ (abre numa nova janela)
- pt.wikipedia.org/wiki/Pastel_de_feij%C3%A3o (abre numa nova janela)