Nabada de Miranda do Corvo
Também conhecido por: Nabada · Nabada de Semide
Rara compota conventual de nabo e amêndoa, fibrosa e trabalhada durante vários dias.
- Origem
- Semide · Miranda do Corvo
- Localidade
- Semide · Miranda do Corvo
- Região
- Centro
- Categoria
- Pudins & Colher
- Época
- Outono e inverno
- Evidência
- Documentação limitada
A Nabada de Semide é um doce de colher de nabos, açúcar e amêndoa. A Região de Coimbra confirma essa composição-base e recorda versões antigas perfumadas com almíscar, canela, flor de laranjeira ou água de rosas.
A fórmula local aberta mais completa consultada manda cortar e cozer os nabos em água salgada, mantê-los quatro dias em água fria mudada diariamente e acabá-los numa calda em ponto de fio com amêndoa, almíscar e água de rosas. A quantidade de água da calda e a capacidade da colher de almíscar não são publicadas; a página de receita preserva essas lacunas em vez de fingir precisão.
- nabos
- açúcar
- miolo de amêndoa
- água
- sal
- almíscar e água de rosas na fórmula histórica publicada
Doçura concentrada com amêndoa, caráter vegetal muito suave e textura fibrosa semelhante a uma marmelada de fios.
As fontes institucionais referem almíscar, canela, flor de laranjeira e água de rosas em receitas antigas. Uma versão contemporânea com nozes e gemas está publicada online, mas difere da composição sem ovos promovida para Semide e não é usada como fórmula canónica.
A disponibilidade é rara; procure-a em restauração tradicional de Miranda do Corvo e Semide ou em iniciativas de valorização da doçaria regional.
Queijo curado suave, chá preto ou aguardente vínica.
A tradição local associa a Nabada às monjas do Mosteiro de Santa Maria de Semide, mas as fontes abertas consultadas não demonstram uma data de criação, autoria individual ou cadeia documental desde o mosteiro; a cronologia exata é desconhecida. A composição invulgar e a preparação demorada ajudam a explicar a sua raridade atual.
A Nabada representou Miranda do Corvo nas 7 Maravilhas Doces de Portugal de 2019. A Região de Coimbra e a Fundação ADFP continuam a apresentá-la como património de Semide, distinguindo a identidade bem documentada da origem conventual preservada como tradição.
Documentação limitada
A identidade está documentada, mas a origem, composição ou disponibilidade tem fontes limitadas.
- visitarganil.pt/wp-content/uploads/2023/12/carta_gastrono_mica_jan2022_compacto.pdf (abre numa nova janela)
- visitregiaodecoimbra.pt/roteiros-de-3-dias/miranda-do-corvo/nabada/ (abre numa nova janela)
- lifecooler.com/artigo/comer/nabada-de-semide-doce/329394 (abre numa nova janela)
- adfp.pt/noticias/nabada-de-semide-e-candidata-as-7-maravilhas-doces-a-mesa-no-distrito-de-coimbra (abre numa nova janela)
- gazetarural.com/wp-content/uploads/2019/04/7-Maravilhas-Doces-de-Portugal-Lista-de-Nomeados.pdf (abre numa nova janela)