Nabada de Miranda do Corvo
Também conhecido por: Nabada · Nabada de Semide
Rara compota conventual de nabo e amêndoa, fibrosa e trabalhada durante vários dias.
- Origem
- Semide · Miranda do Corvo
- Região
- Semide · Miranda do Corvo
- Época
- Outono e inverno
A Nabada de Miranda do Corvo é um doce de colher semelhante a uma compota firme, preparado com nabos, açúcar e amêndoa. Os nabos cortados ficam oito dias em água com sal, mudada diariamente, antes de serem cozidos, escorridos, pisados e limpos de fibras duras.
O puré cozinha em calda de açúcar em ponto de cabelo com amêndoa pelada e ralada até se soltar do fundo do tacho. O resultado é bege a âmbar, brilhante e muito fibroso, com fios vegetais translúcidos e pequenos fragmentos de amêndoa.
- nabos
- açúcar
- miolo de amêndoa
- água
- sal
- aguardente
Doçura concentrada com amêndoa, caráter vegetal muito suave e textura fibrosa semelhante a uma marmelada de fios.
A textura depende da seleção dos nabos e da remoção dos fios duros. Algumas apresentações recebem canela à superfície, embora não faça parte da fórmula-base registada.
A disponibilidade é rara; procure-a em restauração tradicional de Miranda do Corvo e Semide ou em iniciativas de valorização da doçaria regional.
Queijo curado suave, chá preto ou aguardente vínica.
A tradição atribui a Nabada às monjas do Mosteiro de Santa Maria de Semide, que aproveitavam os nabos de qualidade cultivados nas terras férteis próximas. Guardava-se em covilhetes de barro vidrado e, segundo a memória local, começou por ser oferecida a convalescentes como fortificante antes de se tornar sobremesa.
A preparação longa levou o doce ao desuso e a Carta Gastronómica regista uma disponibilidade muito limitada. Ainda assim, representou Miranda do Corvo nas 7 Maravilhas Doces de Portugal de 2019 e a Região de Coimbra continua a promovê-la como património conventual.
Fontes: visitarganil.pt · visitregiaodecoimbra.pt · gazetarural.com