Nº 247 Nabada de Miranda do Corvo
Pudins & Colher · Centro

Nabada de Miranda do Corvo

Também conhecido por: Nabada · Nabada de Semide

Rara compota conventual de nabo e amêndoa, fibrosa e trabalhada durante vários dias.

Origem
Semide · Miranda do Corvo
Localidade
Semide · Miranda do Corvo
Região
Centro
Categoria
Pudins & Colher
Época
Outono e inverno
Evidência
Documentação limitada
Doçura
Riqueza
Dificuldade

A Nabada de Semide é um doce de colher de nabos, açúcar e amêndoa. A Região de Coimbra confirma essa composição-base e recorda versões antigas perfumadas com almíscar, canela, flor de laranjeira ou água de rosas.

A fórmula local aberta mais completa consultada manda cortar e cozer os nabos em água salgada, mantê-los quatro dias em água fria mudada diariamente e acabá-los numa calda em ponto de fio com amêndoa, almíscar e água de rosas. A quantidade de água da calda e a capacidade da colher de almíscar não são publicadas; a página de receita preserva essas lacunas em vez de fingir precisão.

Ingredientes
  • nabos
  • açúcar
  • miolo de amêndoa
  • água
  • sal
  • almíscar e água de rosas na fórmula histórica publicada
Sabor & textura

Doçura concentrada com amêndoa, caráter vegetal muito suave e textura fibrosa semelhante a uma marmelada de fios.

Variações

As fontes institucionais referem almíscar, canela, flor de laranjeira e água de rosas em receitas antigas. Uma versão contemporânea com nozes e gemas está publicada online, mas difere da composição sem ovos promovida para Semide e não é usada como fórmula canónica.

Onde provar

A disponibilidade é rara; procure-a em restauração tradicional de Miranda do Corvo e Semide ou em iniciativas de valorização da doçaria regional.

Acompanha bem com

Queijo curado suave, chá preto ou aguardente vínica.

História

A tradição local associa a Nabada às monjas do Mosteiro de Santa Maria de Semide, mas as fontes abertas consultadas não demonstram uma data de criação, autoria individual ou cadeia documental desde o mosteiro; a cronologia exata é desconhecida. A composição invulgar e a preparação demorada ajudam a explicar a sua raridade atual.

A Nabada representou Miranda do Corvo nas 7 Maravilhas Doces de Portugal de 2019. A Região de Coimbra e a Fundação ADFP continuam a apresentá-la como património de Semide, distinguindo a identidade bem documentada da origem conventual preservada como tradição.

Receita relacionada Nabada de Semide — fórmula histórica publicada com lacunas Ver receita →
Base documental

Documentação limitada

5 fontes

A identidade está documentada, mas a origem, composição ou disponibilidade tem fontes limitadas.

  1. visitarganil.pt/wp-content/uploads/2023/12/carta_gastrono_mica_jan2022_compacto.pdf (abre numa nova janela)
  2. visitregiaodecoimbra.pt/roteiros-de-3-dias/miranda-do-corvo/nabada/ (abre numa nova janela)
  3. lifecooler.com/artigo/comer/nabada-de-semide-doce/329394 (abre numa nova janela)
  4. adfp.pt/noticias/nabada-de-semide-e-candidata-as-7-maravilhas-doces-a-mesa-no-distrito-de-coimbra (abre numa nova janela)
  5. gazetarural.com/wp-content/uploads/2019/04/7-Maravilhas-Doces-de-Portugal-Lista-de-Nomeados.pdf (abre numa nova janela)
Como avaliamos as fontes e a incerteza →