Nº 252 Nabada de Miranda do Corvo
Pudins & Colher · Centro

Nabada de Miranda do Corvo

Também conhecido por: Nabada · Nabada de Semide

Rara compota conventual de nabo e amêndoa, fibrosa e trabalhada durante vários dias.

Origem
Semide · Miranda do Corvo
Região
Semide · Miranda do Corvo
Época
Outono e inverno
Doçura
Riqueza
Dificuldade

A Nabada de Miranda do Corvo é um doce de colher semelhante a uma compota firme, preparado com nabos, açúcar e amêndoa. Os nabos cortados ficam oito dias em água com sal, mudada diariamente, antes de serem cozidos, escorridos, pisados e limpos de fibras duras.

O puré cozinha em calda de açúcar em ponto de cabelo com amêndoa pelada e ralada até se soltar do fundo do tacho. O resultado é bege a âmbar, brilhante e muito fibroso, com fios vegetais translúcidos e pequenos fragmentos de amêndoa.

Ingredientes
  • nabos
  • açúcar
  • miolo de amêndoa
  • água
  • sal
  • aguardente
Sabor & textura

Doçura concentrada com amêndoa, caráter vegetal muito suave e textura fibrosa semelhante a uma marmelada de fios.

Variações

A textura depende da seleção dos nabos e da remoção dos fios duros. Algumas apresentações recebem canela à superfície, embora não faça parte da fórmula-base registada.

Onde provar

A disponibilidade é rara; procure-a em restauração tradicional de Miranda do Corvo e Semide ou em iniciativas de valorização da doçaria regional.

Acompanha bem com

Queijo curado suave, chá preto ou aguardente vínica.

História

A tradição atribui a Nabada às monjas do Mosteiro de Santa Maria de Semide, que aproveitavam os nabos de qualidade cultivados nas terras férteis próximas. Guardava-se em covilhetes de barro vidrado e, segundo a memória local, começou por ser oferecida a convalescentes como fortificante antes de se tornar sobremesa.

A preparação longa levou o doce ao desuso e a Carta Gastronómica regista uma disponibilidade muito limitada. Ainda assim, representou Miranda do Corvo nas 7 Maravilhas Doces de Portugal de 2019 e a Região de Coimbra continua a promovê-la como património conventual.

Fontes: visitarganil.pt · visitregiaodecoimbra.pt · gazetarural.com