Farinheira Doce de Tábua
Também conhecido por: Farinheira Doce de Midões
Enchido doce de farinha, açúcar e canela, fumado durante três dias e marcado por um cordão vermelho.
- Origem
- Midões · Tábua
- Localidade
- Midões · Tábua
- Região
- Centro
- Categoria
- Bolos & Pães Doces
- Época
- Todo o ano
- Evidência
- Bem documentado
A Farinheira Doce de Tábua é um enchido castanho, em forma de ferradura, cujo recheio se aproxima de uma massa cremosa de bolo. Farinha de trigo e farinha de milho branco recebem açúcar, canela, colorau, azeite e um caldo espesso de ossos e gordura antes de serem ensacadas em tripa de bovino salgada.
As peças são atadas com cordão vermelho para não se confundirem com farinheiras salgadas. Depois passam cerca de três dias a maturar com fogueiras sucessivas de eucalipto, amieiro e oliveira, ganhando superfície lisa, aroma fumado e interior compacto.
- farinha de trigo
- farinha de milho branco
- açúcar
- canela
- colorau
- azeite
- tripa de bovino salgada
- água
- ossos
- gordura animal
Doce e fumada, com canela, cereal e gordura rica; o colorau acrescenta calor aromático sem a tornar picante.
A fórmula de Midões documentada na Carta usa farinha de trigo e milho branco, caldo de ossos e gordura, colorau, açúcar e canela. Produtos atualmente vendidos sob o nome genérico Farinheira Doce podem usar carne e gordura de porco, pão e massa de pimentão, entre outros ingredientes. A coincidência do nome não torna essas fórmulas equivalentes.
Em produtores e estabelecimentos do concelho de Tábua. Confirme a composição: a designação Farinheira Doce também é usada comercialmente para fórmulas diferentes da receita documentada de Midões.
Pão rústico, queijo curado ou vinho tinto jovem do Dão.
A Carta Gastronómica da Região de Coimbra documenta a fórmula de Midões sem lhe atribuir uma cronologia antiga específica. A promoção turística do Município de Tábua reconhece tanto a Farinheira como a Farinheira Doce entre os produtos característicos do concelho, corroborando a ligação territorial sem inventar uma origem mais remota.
Na fórmula registada, o cordão vermelho constitui a identificação prática da versão açucarada.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- visitarganil.pt/wp-content/uploads/2023/12/carta_gastrono_mica_jan2022_compacto.pdf (abre numa nova janela)
- tabuaoencantodasbeiras.pt/oconcelho/a-gastronomia/ (abre numa nova janela)
- saberintemporal.pt/produto/farinheira-doce-kg-2/ (abre numa nova janela)