Nº 421 Doce de Gila
Festivos & Sazonais · Alentejo

Doce de Gila

Também conhecido por: Doce de Chila · Doce de Xila

Compota alentejana de fios translúcidos de abóbora-gila em calda de açúcar.

Origem
Alentejo
Região
Alentejo
Época
Todo o ano; preparado na época da abóbora
Doçura
Riqueza
Dificuldade

O Doce de Gila — também chamado chila ou xila — é uma compota de abóbora-gila e açúcar, reconhecível pelos filamentos brancos e translúcidos suspensos numa calda brilhante. Serve-se à colher, tradicionalmente em pequenos pires, mas é sobretudo um ingrediente estrutural da doçaria alentejana.

A abóbora é partida por impacto, sem objetos metálicos, limpa de sementes, fibras amarelas e casca, cozida em água e sal e depois demolhada. O miolo escorrido é pesado e levado ao lume com igual peso de açúcar até os fios ficarem definidos e a calda alcançar o ponto certo.

Ingredientes
  • abóbora-gila
  • açúcar
  • água
  • sal
Sabor & textura

Muito doce e delicadamente vegetal, com fios macios mas definidos e uma calda densa.

Variações

Gila, chila e xila são nomes regionais do mesmo doce; o ponto da calda e a finura dos fios variam entre cozinheiras.

Onde provar

Em lojas de produtos regionais e casas de doçaria do Alentejo, em boião ou como recheio de especialidades locais.

Acompanha bem com

Queijo fresco, requeijão, pão alentejano ou café.

História

No Alentejo, a gila foi durante gerações uma reserva de despensa e um recheio versátil. Entra no pão de rala, porquinho doce, bolo folhado, tiborna, azevia e muitos outros doces. Antigamente também se comia ao lanche, em pires decorados com grangeia ou pequenas pérolas prateadas.

Fontes: tradicional.dgadr.gov.pt