Doce de Gila
Também conhecido por: Doce de Chila · Doce de Xila
Compota alentejana de fios translúcidos de abóbora-gila em calda de açúcar.
- Origem
- Alentejo
- Região
- Alentejo
- Época
- Todo o ano; preparado na época da abóbora
O Doce de Gila — também chamado chila ou xila — é uma compota de abóbora-gila e açúcar, reconhecível pelos filamentos brancos e translúcidos suspensos numa calda brilhante. Serve-se à colher, tradicionalmente em pequenos pires, mas é sobretudo um ingrediente estrutural da doçaria alentejana.
A abóbora é partida por impacto, sem objetos metálicos, limpa de sementes, fibras amarelas e casca, cozida em água e sal e depois demolhada. O miolo escorrido é pesado e levado ao lume com igual peso de açúcar até os fios ficarem definidos e a calda alcançar o ponto certo.
- abóbora-gila
- açúcar
- água
- sal
Muito doce e delicadamente vegetal, com fios macios mas definidos e uma calda densa.
Gila, chila e xila são nomes regionais do mesmo doce; o ponto da calda e a finura dos fios variam entre cozinheiras.
Em lojas de produtos regionais e casas de doçaria do Alentejo, em boião ou como recheio de especialidades locais.
Queijo fresco, requeijão, pão alentejano ou café.
No Alentejo, a gila foi durante gerações uma reserva de despensa e um recheio versátil. Entra no pão de rala, porquinho doce, bolo folhado, tiborna, azevia e muitos outros doces. Antigamente também se comia ao lanche, em pires decorados com grangeia ou pequenas pérolas prateadas.
Fontes: tradicional.dgadr.gov.pt