Confeitos da Ribeira Grande
Também conhecido por: Confeitos de Funcho · Confeitos da Ribeira Grande
Pequenas flores brancas de açúcar, perfumadas por sementes de funcho.
- Origem
- Ribeira Grande · Ilha de São Miguel · Açores
- Região
- Ribeira Grande · Ilha de São Miguel
- Época
- Todo o ano; Páscoa e Festas do Espírito Santo
Os Confeitos da Ribeira Grande são minúsculos doces de açúcar e funcho, brancos, duros e reconhecíveis pela superfície granulada que forma pequenas pontas ou pétalas à volta do centro. Em vez de uma calda aromatizada moldada como rebuçado, o confeito constrói-se por sucessivas camadas de açúcar em torno da semente, à maneira de uma drageia.
A escala é importante: uma taça contém dezenas destas pequenas flores crocantes. Primeiro chega o estaladiço do açúcar; depois, à medida que a cobertura se dissolve, aparece o sabor anisado e herbal do funcho. A combinação é muito diferente dos rebuçados de funcho âmbar e puxados à mão da Madeira.
- açúcar
- sementes de funcho
- água
Muito crocante e açucarado, seguido de um núcleo intensamente aromático, anisado e ligeiramente herbal.
O nome «confeitos de funcho» é hoje usado por produtores de São Miguel. Não devem confundir-se com rebuçados de funcho: os primeiros são sementes revestidas de açúcar branco; os segundos são pedaços de açúcar cozido aromatizado.
Na Ribeira Grande e em lojas de produtos regionais de São Miguel; são produzidos durante todo o ano, embora estejam especialmente ligados à Páscoa e às Festas do Divino Espírito Santo.
Café expresso, chá preto dos Açores ou simplesmente como pequeno doce de festa.
A Ribeira Grande conserva estes confeitos como uma especialidade municipal, descrita em documentação de desenvolvimento local como doce de açúcar e funcho cuja receita permaneceu secreta durante muitos anos. Um estudo sobre as artes conventuais açorianas regista ainda os chamados «confeitos do milagre», oferecidos por Madre Teresa da Anunciada aos devotos do Senhor Santo Cristo no início do século XVIII. Essa história mostra a antiga carga religiosa do confeito nos Açores, mas as fontes consultadas não bastam para provar uma linha de receita ininterrupta entre esse episódio e o produto atual da Ribeira Grande.
Fontes: culturacores.azores.gov.pt · asdepr.com.pt · repositorio.uac.pt · azoreslovers.com · mercadinhodosacores.pt