Figos Cheios
Também conhecido por: Figos Cheios de Olhão · Figos recheados de Olhão
Figo seco inteiro, recheado com amêndoa, açúcar, chocolate e especiarias, depois torrado.
- Origem
- Olhão, Algarve; produto tradicional de origem cronológica desconhecida, documentado pela DGADR a partir de tradição oral.
- Localidade
- Olhão
- Região
- Algarve
- Categoria
- Doces de Fruta & Mel
- Época
- Sem sazonalidade indicada pela DGADR
- Evidência
- Bem documentado
A ficha oficial da DGADR define os Figos Cheios de Olhão como figos secos, cor de mel e arredondados, recheados com amêndoa, açúcar, chocolate, canela e erva-doce. Cada unidade pesa cerca de 40 g, vai ao forno para torrar e é embrulhada em papel branco franjado; várias unidades podem ser entrançadas para imitar uma réstia de alhos.
No processo oficial, a amêndoa é escaldada, pelada e moída grosseiramente. O pé do figo é puxado para cima, faz-se um corte longitudinal, introduz-se o recheio e disfarça-se a abertura antes da torra. A ficha não publica quantidades, temperatura, duração ou rendimento.
- Figos secos inteiros
- Amêndoa
- Açúcar
- Chocolate
- Canela
- Erva-doce
A composição oficial combina o doce concentrado do figo seco com amêndoa, chocolate, canela e erva-doce; a DGADR não publica uma análise sensorial mais detalhada.
Uma recolha da CCDR Algarve publica separadamente um «Figo cheio com amêndoa» de Santa Rita, com amêndoa, açúcar, canela e limão, mas sem chocolate nem erva-doce. Essa fórmula demonstra variação regional e não deve ser apresentada como a receita específica de Olhão.
A identidade documentada é de Olhão. A DGADR regista a antiga venda por intermédio de pastelarias, mas as fontes consultadas não fornecem uma lista atual e verificável de produtores ou pontos de venda.
A DGADR classifica-o como guloseima para qualquer hora do dia; não fixa bebida ou acompanhamento.
A DGADR regista uma tradição oral segundo a qual os marítimos levavam Figos Cheios como alimento energético quando partiam para pesca costeira ou longínqua. A mesma fonte afirma que, antigamente, as pastelarias não os fabricavam: funcionavam como intermediárias entre os particulares que os faziam e os consumidores.
A fonte oficial não identifica inventor, data de criação, convento ou influência cultural única. A cronologia exata permanece desconhecida; por isso esta ficha não converte referências gerais à presença árabe no Algarve numa origem demonstrada para este produto concreto.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/frutos-secos-secados-e-similares/304-figos-cheios-de-olhao (abre numa nova janela)
- ccdr-alg.pt/site/sites/ccdr-alg.pt/files/publicacoes/livro_gastronomia.pdf (abre numa nova janela)