Cernelha de Montemor
Também conhecido por: Cernelhas de Montemor-o-Novo
Queijada alentejana de massa finíssima, recheada com requeijão, ovos e açúcar.
- Origem
- Montemor-o-Novo · Alentejo
- Localidade
- Montemor-o-Novo
- Região
- Alentejo
- Categoria
- Doçaria Conventual
- Época
- Todo o ano
- Evidência
- Bem documentado
A Cernelha de Montemor é uma pequena queijada de cerca de 35 gramas, formada por uma caixa de massa muito fina e um recheio de requeijão, açúcar, ovos e manteiga. O topo fica dourado e ligeiramente caramelizado; a parede clara e delicada conserva um centro húmido e macio.
A massa leva farinha, gordura, ovo e água morna temperada com sal. Depois de muito trabalhada para ganhar elasticidade, é estendida, cortada em círculos e ajustada a pequenas formas antes de receber o creme.
- requeijão
- açúcar
- ovos
- manteiga
- farinha de trigo
- gordura
- sal
Cremosa e láctea, com doçura de ovo e contraste entre o topo tostado e a massa fina.
A Queijada de Montemor é a variante feita com queijo fresco de ovelha; a Cernelha usa requeijão.
Em pastelarias e lojas de produtos regionais de Montemor-o-Novo e arredores.
Café, chá preto ou vinho licoroso alentejano.
Segundo o historial recolhido pela DGADR, a antecessora era uma queijada sazonal de queijo fresco de ovelha, disponível sobretudo entre janeiro e julho. Cerca de 35 anos antes desse registo, o pasteleiro Sampaio terá substituído o queijo por requeijão, disponível todo o ano. O doce, primeiro chamado Repimpão, passou a Cernelha por sugestão de D. Isabel Branquinho. A ligação tauromáquica do nome é semanticamente plausível: documentação do Centro Interpretativo Tauromáquico de Montemor usa «pega de cernelha» para uma pega executada nessa posição, mas não constitui prova independente da autoria do doce.
Bem documentado
Identidade sustentada por fontes institucionais, especializadas ou concordantes.
- tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/172-cernelha (abre numa nova janela)
- tauromaquiapatrimonio.pt/w/images/2/21/Projecto_Centro_Interpretativo.pdf (abre numa nova janela)